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Um terço das crianças faz amigos via internet

009-310x245Quase metade das crianças que fazem amigos online partem para um encontro na vida real – e um em quatro o fazem sozinhas, de acordo com um preocupante novo estudo. As informações são do site do jornal britânico The Mirror.

Pesquisadores ouviram quase 17 mil crianças e adolescentes, na faixa etária dos sete aos 16 anos, alunos de 2.500 escolas londrinas. O levantamento mostra que mais de um terço dos alunos fizeram novos amigos online, sem tê-los conhecidos antes.
Os resultados mostram que os meninos são mais propensos a encontrarem pessoas que só viram pela internet (50%), comparados com 40% das meninas. Os jogos online foram identificados como a principal forma de conexão com estranhos, com os entrevistados os citando com frequência para a formação de novos amigos virtuas.

O cyber bullying também foi identificado como um problema recorrente, com um em cinco afirmando já terem sofrido bullying online e um em dez confessando ter praticado. Quase um em seis (16%) disseram que já enviaram conteúdo via web que os deixaram desconfortáveis e um em dez admitiram jogarem jogos inapropriados para sua idade.
Um dos perigos potenciais na web destacado foi a forma como as crianças estão obtendo seus próprios dispositivos pessoais em uma idade cada vez maisjovem. Mais de quatro em dez crianças de sete anos têm seus próprios dispositivos, enquanto que sete em cada dez crianças com dez anos também. Uma em cada quatro crianças pesquisadas disseram que seus pais não sabem o que eles fazem online.

Mas a pesquisa, conduzida pela National Foundation for Education Research (NFER) e encomendada pelo London Grid for Learning (LGfL), também trouxe alguns resultados positivos.
A maioria dos jovens reconhece que alguns sites são mais confiáveis que outros, e sabem que não podem acreditar em tudo que veem online. Além disso, aqueles que foram submetidos ao cyber bullying, 60% contaram para alguém sobre o caso, colocando um fim ao bullying em 77% dos casos.

Brian Durrant, chefe executivo da LGfL, observa que a pesquisa diz muito sobre o comportamento de crianças online e os riscos que precisam ser olhados com atenção. “Esperamos que a orientação que vamos dar às escolas garantam que os alunos sejam preparados para usar a internet de forma segura.”
Um porta-voz da NSPCC disse que os pais também têm papel vital em manter a segurança das crianças online, ainda que não sejam “especialistas técnicos”. “Basta pedir que elas expliquem os sites, aplicativos e jogos que usam. Pode ser uma ótima maneira de começar uma conversa.”
Terra

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