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TROPA VIRTUAL – Em Mari ‘fakes’ voltam a atacar feito “praga” no mundo digital, a serviço de interesses impublicáveis

Um território propicio para propagar o que bem quer, como bem queira e de qualquer pessoa sem que o indivíduo possa ser responsabilizado pelo que joga na rede.  Assim agem os famosos “fake’s” , ou seja, os perfis falsos que atuam na internet como um batalhão a serviço de seus interesses e objetivos. Esses interesses e objetivos vão desde o político até o empresarial.

Nesse pântano aparentemente sem lei, cheio de feras que usam o anonimato para falar mal, difamar e ofender quem bem desejam e querem, os perfis falsos parece uma praga que atormenta o mundo digital.

O Facebook tem sido ultimamente uma ferramenta das redes sociais mais usadas para  semear a discórdia entre seus usuários e ainda existem aqueles que acreditam que criar fakes é algo comum e normal nessa nova “vida virtual” que o mundo experimenta, o que  na realidade a coisa é bem diferente.

O próprio Facebook através de seus administradores tem intensificado a guerra contra os perfis falsos, mas por mais que o façam tem sempre um espertinho que consegue ultrapassar a barreira do impedimento.

Expresso PB tem sentido na prática essa realidade e não é de hoje. Mas recentemente um Fake de nome Cristiana Marques tem feito uma verdadeira arruaça nas postagens do portal, sobretudo quando o assunto se refere a administração pública da cidade de Mari. Se alguma matéria aborda tema a respeito da cidade e da administração municipal, lá vem o Fake a desferir seu veneno contra o portal e seus editores.

FAKE2

A moça da foto ai acima até que tenta mais não consegue disfarçar. O seu perfil  não passa de um perfil falso que pelas suas colocações supõe-se que está a serviço do poder local.

A cidade de Mari já tem um histórico de pessoas que usam a internet para no anonimato ‘detonar’ com as pessoas, principalmente no campo político. Os covardes que não tem coragem de exporem seus pontos de vista a respeito de determinado assunto infestam a rede como vírus.

Em 2011 um perfil falso criado no Twitter aterrorizou muitos usuários dessa rede social, levantando suspeita sobre a vida pessoal, religiosa, sexual e financeira das pessoas, só deixando de atuar depois que o Expresso PB denunciou de público o uso do perfil falso.  O fake  do passado usado no twitter de avatar @paulomari10 tem todas as características do fake atual, atuando na outra rede social, o facebook.

Leia também: Mari: Oposição pode ser responsável pelo Fake no twitter que agredi pessoas e autoridades da cidade

Nesses casos relatados acima a situação pode ser ainda mais grave, já que os infratores anônimos estão usando imagens de outras pessoas, se passando por elas.

Nos dois casos, tanto o fake do Twitter quanto o do Facebook usam palavras desrespeitosas para ofender, conforme você confere a seguir nesse print onde a suposta moça critica uma das edições do nosso jornal impresso.

Na noite de ontem a moça voltou a cena depois da publicação de uma matéria pelo Expresso PB de que um carro novo da prefeitura de Mari havia se envolvido em um  acidente  na BR 230 em JP.

Leia também: Carro recém comprado pela Secretaria de Saúde de Mari se envolve em acidente em João Pessoa

No passado um “assessor especial” de um ex-prefeito de Mari foi acusado de usar nome fictício para fazer denuncia anônima contra adversários, conforme o internauta pode conferir no link a seguir: Mari: Assessor de ex-prefeito usa nome fictício para denunciar adversários

Coincidência ou não, o fato é que usar Fake para atacar as pessoas e instituições é crime e caso alguém tenha alguma informação a respeito das figuras ai, podem mandar informações pela caixa de contatos do nosso site para as devidas providências.

Se alguém conhece as pessoas que estão tendo suas fotos usadas pelos Fake’s, também devem avisá-las para que as mesmas tomem as medidas cabíveis.

Punições para perfis falsos – A Câmara dos Deputados aprovou recentemente um projeto de lei que visa reformar o Código Penal, criando um capítulo voltado exclusivamente para crimes cibernéticos, dentre eles os que se enquadram os usuários que criam e possuem perfis falsos, tanto na internet como nas redes sociais, e até mesmo através de e-mails, podendo os mesmos estarem praticando um ato danoso, que vai contra as regras da nova lei. A medida visa aumentar a segurança na internet e de dados pessoais contidos nela.

Como e onde denunciar um fake –  Se você é vítima de um perfil falso que está se fazendo passar por você na web, publica fotos suas ou está lhe ofendendo, você deve, primeiramente, denunciar o perfil para o site ou provedor que abriga aquela página. Em praticamente tocas as redes sociais existe um botão “denunciar” em cada perfil.

O procurador Sérgio Suiama, responsável pelo Grupo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público Federal, conta que uma das principais ações com o Orkut do Google, rede social de grande abrangência no país, é tornar o serviço de atendimento ao usuário mais rápido. “Pelo acordo com o Google, o Orkut tem que passar um posicionamento sobre a denúncia em até 15 dias”, explica.

Se o perfil continuar no ar, mesmo se o site julgar que o caso não se enquadra em um perfil falso, o internauta pode fazer uma notificação extrajudicial. Você pode acessar um modelo de carta de notificação no site da Safernet. “Ela deve ser enviada ao provedor responsável junto com cópias impressas da página do perfil falso ou da ofensa, onde é possível ver o endereço da mesma”, esclarece a advogada Gisele Truzzi. A notificação deve ser enviada por correio como carta registrada com aviso de recebimento.

A advogada aconselha ainda que o usuário lesado vá a um Cartório de Notas para elaborar uma ata notarial referente ao conteúdo ofensivo. “O tabelião acessará os links indicados pelo usuário e elaborará uma ata, relatando todo o material visualizado”. A ata é considerada uma prova forte quando o caso vai a juízo, enquanto impressões da página podem ser contestadas.

Se mesmo assim, a página continuar no ar, o usuário tem dois caminhos.

Se o fato aconteceu no Orkut, por exemplo, ela pode se dirigir ao Ministério Público, pois o órgão faz o controle sobre a rede social no Brasil. Para isto, acesse o site http://www.prsp.mpf.gov.br/ e faça sua denúncia.

Se o perfil estiver em outro site, você pode mover uma ação judicial. “Caso o site de relacionamento não exclua o conteúdo ofensivo ou não identifique o responsável, ele poderá ser condenado a pagar indenização por danos morais ao usuário, como já aconteceu com o Google”, completa Truzzi. Entretanto, ela destaca que na maioria dos casos o perfil é retirado do ar em até 15 dias.

 Expresso PB

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