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Tio-avô acusa polícia de direcionar investigação sobre morte de família em SP

Familiares dos cinco mortos em uma casa no bairro Vila Brasilândia , na zona norte de São Paulo, estão em choque e não aceitam as conclusões da investigação da Polícia Civil, que aponta um menino de 13 anos como o autor do crime. Segundo Sebastião de Oliveira Costa, o tio-avô do adolescente, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) não considera abrir a investigação. “Eu pedi para o delegado [Itagiba Franco] avaliar outras possibilidades, mas ele é o primeiro a acusar meu sobrinho.”

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Wanderley Preite Sobrinho/iG

Sebastião Costa disse que visitava a família na zona norte pelo menos duas vezes por semana

 

O parente conversou com o iG enquanto alimentava um filhote de cachorro da família, que ainda está no corredor da residência dos policiais mortos. Mais cedo, ele foi ao DHPP para conversar com o delegado Itagiba Franco. Com a cara abatida e com medo de represália, Costa disse que o sobrinho era destro e não sabia dirigir. “Eu não acredito que tenha sido o menino, que era muito bonzinho. Eu visitava a família duas vezes por semana. Ele era destro e não sabia dirigir, eu sei disso.”

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Para ele, o crime ainda não foi solucionado. “Eu nunca o vi dirigindo ou falando de armas. Eu chegava para visita-los [como fazia duas vezes por semana], ele pedia benção e ia jogar videogame. Se ele fez isso, fez sob a influência de alguém. Como ele ia fazer tudo isso sozinho?”, desabafou.

Câmeras de segurança mostram momento em que garoto vai à escola no início da manhã. Foto: Futura Press

Costa pede também ao departamento policial que identifique a testemunha que levou o sobrinho para casa após a escola. “Ninguém revela o nome de quem trouxe o Marcelo para casa depois da escola. Ninguém vai investigar quem é essa pessoa?”. O depoimento da testemunha, citada como amigo do adolescente, foi considerado crucial para os policiais já que citou um possível sonho que Marcelo tinha em fugir e matar os pais . “Ele era o orgulho do pai, e o pai era orgulho dele”.

 

Por Wanderley Preite Sobrinho

iG São Paulo

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