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Tecnologia voltada para o lado empreendedor

Cerca de 4.000 pessoas de 20 Estados brasileiros e de outros sete países participaram da Campus Party em Recife
Cerca de 4.000 pessoas de 20 Estados brasileiros e de outros sete países participaram da Campus Party em Recife

Tecnologia, empreendedorismo e cidadania digital foram alguns dos pontos abordados na Campus Party Recife, que aconteceu entre os últimos dias 17 e 21 no Chevrolet Hall e no Centro de Convenções de Pernambuco. Cerca de 4.000 pessoas de 20 Estados brasileiros e de outros sete países (Colômbia, Espanha, Estados Unidos, Reino Unido, México, Itália e Equador) circularam no evento, incluídos os 2.000 campuseiros inscritos, colaboradores, palestrantes, membros da organização e jornalistas. Na Zona Expo, área aberta ao público em geral, reuniram-se aproximadamente 60 mil pessoas, segundo a organização.

Das 180 atividades e 150 palestras realizadas, as principais temáticas versavam o empreendedorismo digital e o uso das tecnologias na criação de um mundo melhor. Para isso, é essencial ter iniciativa. É nisso que acredita o visionário do movimento Open Source, Ean Schuessler. Os jovens desenvolvedores receberam uma aula de Civic Hacking com o palestrante.

Em sua apresentação, o presidente do comitê técnico do “Open Source for América”, organização que defende o uso de softwares livres e de código aberto por entidades públicas nos Estados Unidos, reuniu inúmeros exemplos de iniciativas para disponibilizar dados abertos de governos, como Code for America, Knight Foundation, Open Plans, betterblock.org e OpenStreetMap, entre outras. “Se há dados que não devem ser sigilosos, então é porque devem ser livres e vocês devem saber sobre eles. Não deveríamos ter que roubar os dados do governo, devemos compartilhar essas informações”, afirmou.

Ele incentivou os campuseiros brasileiros a buscarem as organizações que fornecem esse tipo de informação e iniciarem seus próprios projetos, auxiliando, assim, na disseminação da informação à sociedade. “Para começar esse movimento em sua cidade, não é necessário que o governo dê início. Obtenha informações, veja se há um plano de dados, tente identificar se algo está acontecendo na sua cidade”, recomendou Schuessler. “Se você consegue mudar o diálogo e o modo como as pessoas pensam, pode fazer a diferença. E se esse projeto for bem sucedido, comunique ao seu governo e aos jornais para que eles possam saber quem é o eleitorado dele”.

Para ele, inovação diz mais respeito a perguntas que a respostas, demanda trabalho em equipe e capacidade de aliar uma ideia fantástica a uma execução competente. “Nunca foi tão fácil colocar um serviço na web, criar um protótipo e mostrar para um grupo. Ao mesmo tempo, nunca foi tão difícil surpreender. Tem muita gente criando tudo e isso facilita que coisas sem utilidades sejam criadas”, pontuou Silvio Meira. “A gente precisa arriscar mais, porque empreender é surpreender”, concluiu.

PLANEJAR OS NEGÓCIOS

Para quem planeja abrir seu próprio negócio, um ponto positivo é o fascínio pelo que se busca ter como produto de carreira. O criador do game GoldenEye 007, Martin Hollis, falou sobre o fascínio que desenvolveu desde criança pela tecnologia e o interesse pelos games quando jovem, ainda na era 8-bit.

A trajetória continua com o trabalho na Rare Ldta. para Nintendo 64 que o deixou mundialmente famoso. Para integrar o projeto que culminou no game de James Bond, ele explicou que, além da paixão pelos games, precisou prestar atenção e agarrar as oportunidades. “Eu disse ao meu chefe que queria trabalhar no GoldenEye que ele estava desenvolvendo. Ele disse para eu fazer um documento oficializando e montei uma equipe”, conta.

Para Hollis, um dos aspectos interessantes desse jogo eletrônico é aliar ação e humor. “Foi para aliviar a tensão. Essa foi a chave do sucesso do game”, avaliou. “Também tem o fato de ser multiplayer”.
Em seguida, o desenvolvedor compartilhou a história da sua empresa de games, a Zoonami, para chegar ao seu projeto pessoal atual: não precisar trabalhar para nenhuma empresa específica. “Há três anos, eu fechei minha empresa e agora estou trabalhando para a minha próxima realização: os indie games. Eles são um fenômeno”, observou.

“Eu estou bastante interessado no aprendizado. Tenho filhos que tento ensinar e quero que eles cresçam para entender tecnologia e a força dela. As mídias sociais têm seu ponto positivo, mas estão lhe colocando dentro do sistema e controlam vocês. Existe uma frase que diz: aprenda a programar ou seja programado”, concluiu Hollis. (Especial para o JP)

 

Jornal da Paraiba

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