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Servidores federais da PB criticam cortes do governo; greves podem crescer

156248,362,80,0,0,362,271,0,0,0,0Após o governo federal anunciar, nesta segunda-feira (14) uma série de novos cortes para reequilibrar as contas do país, pretendendo congelar o reajuste dos servidores públicos e suspender a realização de concursos, além de recriar a CPMF e reduzir recursos do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, os servidores públicos federais grevistas da Paraíba se manifestaram sobre o fato, contestando a situação e relatando que as propostas são contrárias às reivindicações das categorias, que pretendem discutir a nova conjuntura em assembleias. Representantes dos movimentos de paralisação dizem que greves podem durar mais tempo com o novo quadro.

Segundo o coordenador do comando de greve dos professores da Universidade Federal da Paraíba, Marcelo Sitcovsky, os cortes afetam diretamente as reivindicações.

“Estávamos em reunião quando houve o anúncio do governo. Nossa avaliação inicial é de que esses cortes só prejudicam ainda mais as categorias em greve. Nesta terça (15) teremos nova reunião e faremos uma assembleia na quinta (17). Vamos fazer uma avaliação e discutir tudo nesses eventos. É um ‘baita’ desrespeito, pois o governo está jogando toda a conta do ajuste fiscal no funcionalismo público”, disse Sitcovsky, professor de Economia Política, do Departamento de Serviço Social da UFPB.

De acordo com o coordenador, nesta segunda, ainda na reunião em que participou, os presentes já haviam pensado em convocar todos os servidores públicos (em todos os níveis) para discutir a política de ajuste e os impactos para a qualidade de vida.
Marcelo Sitcovsky contou que havia a expectativa de apresentar uma contraproposta ainda nesta semana e ver se a negociação avançava para o fim da greve, mas, com os novos cortes, será mais difícil negociar.

Para os servidores da Universidade Federal de Campina Grande, a situação também pode se agravar. Conforme explicou a assessoria de imprensa da Associação dos Docentes da UFCG, os fatos novos ainda não foram discutidos, mas, na quinta-feira, haverá uma assembleia dos professores, onde será debatida a negociação salarial e, certamente, o posicionamento do governo federal será posto em pauta.

Para a AdufCG, a suspensão dos cortes é uma das reivindicações dos grevistas, fato que entra em uma pauta unificada entre os servidores federais. Também é solicitada uma paridade salarial dos professores da ativa e dos aposentados; a reestruturação das carreiras dos docentes e a manutenção do caráter público da UFCG.

“É pedido reajuste de 27,3%. O governo respondeu com 21% em quatro anos. Está sendo discutida uma contraproposta de cerca de 19%”, informou a assessoria. Em conversa recente com a redação do Portal Correio, o reitor da UFCG, Edilson Amorim, já havia alertado para a carência de recursos destinados à universidade. Ele revelou, já em consonância com movimentos de greve, que a instituição só tem recursos para se manter até o mês de outubro, podendo ser gerada uma dívida para 2016.

No caso do Instituto Nacional de Seguridade Social, confirmando que continuam em greve na Paraíba, os servidores também se mostraram insatisfeitos com os cortes.

“Isso piora as negociações. Voltamos à estaca zero. Não houve nenhum avanço na reunião dos servidores com o governo em Brasília nesta segunda-feira. Ficou marcado para esta terça um novo encontro, quando o planalto deve fazer uma proposta final. Independente disso, a greve continua”, disse o secretário de administração do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência, Euzevir Ferreira, que concluiu afirmando que a expectativa atual é negativa para esta segunda reunião. Uma avaliação das circunstâncias deve ser feita pela categoria na quinta-feira.

O INSS parou em de agosto em todo o Brasil, inclusive na Paraíba, onde há 38 agências. A categoria está seguindo orientações das entidades sindicais que estão negociando em Brasília.

Para também tratar sobre o impacto econômico e colher um posicionamento sobre os novos cortes, a Federação das Indústrias do Estado da Paraíba foi procurada. No entanto, a assessoria de imprensa da entidade informou que o presidente da Fiep, Buega Gadelha, só emitiria declarações nesta terça-feira.

 

Com Portal Correio

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