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Protestos nos país: Lewandowski diz que só se manifesta nos autos

protestos-nos-pais-lewandowski-diz-que-so-se-manifesta-os-autos.jpg.280x200_q85_cropO presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, negou-se a se pronunciar sobre as manifestações políticas previstas para este final de semana em todo o país, contra o PT e a presidente da República, Dilma Rousseff. Ele disse, nesta sexta-feira (14), que só se manifesta nos autos. “O presidente do Supremo e qualquer membro do Poder Judiciário não se manifesta sobre questões políticas. Nós, o bom juiz – isso está na Lei Orgânica da Magistratura – só fala nos autos”, disse o ministro Lewandowski, que também comentou sobre a expectativa do reajuste pleiteado pelo STF para os ministros. “Depende do Congresso”.

O presidente do Supremo veio à Paraíba participar do lançamento do projeto Audiência de Custódia e receber homenagens dos três poderes do Estado – Executivo (Medalha Governador Antônio Mariz), Legislativo (Medalha Epitácio Pessoa) e Judiciário (Medalha do Mérito Judiciário). Sobre essas homenagens, Lewandowski destacou a harmonia entre os três poderes. “Eu estou muito honrado, que são os três poderes que se unem para me homenagear. Na verdade não estão homenageando a minha pessoa, mas o Judiciário brasileiro”, disse.

Espírito de sacrifício

Questionado se o projeto Audiência de Custódia aumentaria a demanda de trabalho e necessidade de contratação de pessoal, o ministro destacou a necessidade de novos juízes, mas não deu perspectivas.

“Nós estamos contando, como sempre, com o espírito de sacrifício dos juízes brasileiros. São juízes valorosos, trabalham dia e noite, sábado, domingo, sete dias por semana, os juízes brasileiros não têm medo do excesso de trabalho. Mas é claro que desejável seria que nós tivéssemos mais vagas para os magistrados em todo o Brasil”, disse Lewandowski, acrescentando que segundo pesquisas do Conselho Nacional de Justiça, existem 100 milhões de processos em todo o Brasil para apenas 16,5 mil juízes – estaduais, federais, trabalhistas, eleitorais, trabalhistas, militares.

De acordo com ele, é preciso criar métodos alternativos para resolver os problemas. “Na área criminal estamos introduzindo a audiência de custódia, na área cível, nós estamos trabalhando com a conciliação, a mediação e arbitragem”, relatou o presidente do Supremo.

 

Com Click PB

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