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Presidente do CRM-PB chama prefeitos médicos que furaram fila da vacina de ‘maus cidadãos‘ e diz que conduta é caso de polícia

A onda de prefeitos médicos que se valem da formação para ‘furar fila‘ na vacinação contra a Covid-19, que na Paraíba já matou mais de 3.912 pessoas, deixou o médico ginecologista e obstetra, Roberto Magliano de Morais, presidente do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) indignado. Em entrevista ao Portal ClickPB, na tarde desta quarta-feira (20), ele disse que as condutas ‘para levar vantagem‘ em meio a pandemia que mata pessoas todos os dias é uma verdadeira ‘barbárie‘.

“Se isso de fato estiver acontecendo, precisamos exercer nossa cidadania e exigir o respeito ao lugar na fila. Somo todos iguais. Isso é inadmissível. É a velha conduta para levar vantagem, um verdadeiro caso de polícia. Cabe a cada cidadão fiscalizar, e não deixar, nem permitir que os maus cidadãos que não tem educação domestica, nem republicana cometam esse tipo de ato que beira a barbárie. Que se cumpra os critérios estabelecidos. Ninguém tem o direito de desrespeitar”, repudiou.

O presidente do CRM-PB lembra que a instituição fiscaliza o exercício da profissão médica, cabendo ao Ministério Público tomar providências acerca das denúncias de condutas irregulares de prefeitos. No entanto, ele acrescenta que se por ventura, for necessária a contribuição do Conselho haverá todo o respaldo necessário. “Se houver a nossa convocação para que o direito seja cumprido, não nos furtaremos a essa missão. É preciso respeitar as instituições e o Ministério Público tem competência para fazer isso. Não devemos atropelar”, destacou.

Ainda segundo ele, gostando ou não dos critérios estabelecidos acerca dos grupos prioritários deve-se ter o mínimo de cidadania. “Esse é um critério bastante assertivo, deve-se dar chance as pessoas que tem maior risco”, comentou.

A quantidade de vacinas do primeiro lote que foram enviadas pelo Ministério da Saúde aos estados, além de insuficiente, também são direcionadas exclusivamente aos grupos prioritários de profissionais de saúde, idosos, indígenas e quilombolas. Neste primeiro momento, apenas profissionais da saúde na linha de frente do combate ao coronavírus, indígenas e quilombolas é que deveriam tomar as poucas doses que foram enviadas. Mas o cenário é bem diferente do que manda o figurino.

Por Emmanuela Leite

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