Educação

Presidente da Gana participa da 2ª Bienal do Livro e Leitura

20140415161257111865eBoa parte das notícias sobre a África que chegam a outros continentes trazem estatísticas ruins e pintam cenários desoladores. Mas John Dramani Mahama, presidente do Gana, acredita que há muitas lacunas a serem preenchidas entre as estatísticas ruins e a realidade africana. “No passado, muitas histórias sobre a África não foram contadas por africanos. Por isso a literatura africana é importante,porque são histórias contadas por africanos”, disse Mahama, em entrevista coletiva. O presidente está em Brasília para participar da I I Bienal Brasil do Livro e da Leitura. Amanhã, ele estará no palco do seminário, Krisis, ao lado do moçambicano Mia Couto, para falar sobre a sociedade global e a utopia do desenvolvimento sustentável. Pela manhã, ele também deve encontrar a presidente Dilma Rousseff para tratar de assuntos bilaterais.

Mahama também lança, na bienal, a biografia Meu primeiro golpe de estado, na qual fala sobre as mudanças na África e no Gana nas ultimas quatro décadas. Durante a entrevista, Mahama também falou sobre problemáticas africanas como o recrudescimento da política de certos países africanos quanto às minorias, como Uganda, que quer instituir a pena de morte para os homossexuais. “Os países têm culturas diferentes e devemos respeita-las”, disse. “Mas maioria dos,países assinou a declaração dos direitos humanos, que deve ser respeitada. Estamos construindo democracias fortes na África e a proteção das minorias faz parte disso.”

 

Correio Braziliense

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