Paraíba

Prefeituras de João Pessoa e Campina Grande ficam fora do protesto contra os efeitos da seca

Rubens Germano Costa, Buba
Rubens Germano Costa, Buba

João Pessoa e Campina Grande, as duas maiores prefeitura municipais da Paraíba, não irão aderir à mobilização que acontecerá no próximo dia 13 de maio, em protesto à política do Governo Federal em relação ao enfrentamento dos efeitos da seca. A manifestação foi acordada nessa terça-feira (30), durante reunião de presidentes de entidades municipais realizada, em Maceió, capital de Alagoas.

Prefeitos dos nove estados do Nordeste decidiram fechar as portas das prefeituras por 24 horas. O presidente da Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (Famup), Buba Germano, espera a adesão da grande maioria das prefeituras municipais. Das 223, as duas maiores já se anteciparam em anunciar o boicote ao protesto.

As assessorias de Comunicação de João Pessoa e de Campina Grande, informaram que as prefeituras apoiam o protesto, mas que seria inviável aderir a manifestação desse nível, devido o porte da cidades. A paralisação, no entendimento dessas gestões, iria gerar muitos prejuízos à sociedade.

“Nós estamos no início da gestão, estamos com um volume de trabalho muito grande. Nós não poderíamos parar mesmo que quiséssemos. Temos enorme quantidade de serviços que seriam prejudicados. Mas, apoiamos o movimento”, explicou José Araújo, coordenador de Comunicação de Campina Grande.

Na reunião em Maceió, o encontro definiu as ações do dia 13 de maio. O objetivo dos dirigentes da região é mostrar ao país o “tamanho do problema” trazido pela estiagem. A maior dos últimos cinquenta anos.

Participaram da reunião o presidente da Federação dos Municípios da Paraíba (Famup), Buba Germano, o prefeito de Frei Martinho e presidente da Associação dos Municípios do Seridó e Curimataú e de técnicos da Confederação Nacional de Municípios.

De acordo com Buba Germano, os prefeitos não querem provocar um enfrentamento com a presidente Dilma, mas sim reivindicar ações mais efetivas que combatam os efeitos da seca.

Os prefeitos vão contar com o apoio da CNM que fará estudos técnicos sobre o tema. Eles querem mostrar as perdas, os “produtos da seca”. No protesto, serão usadas imagens chocantes, como as divulgadas pelo Boletim CNM, nesta edição de abril.

Buba Germano entende que a paralisação dos prefeitos não deverá afetar o atendimento à população. “A orientação da CNM é para fechar as portas das prefeituras, mas é claro que os serviços essenciais à população serão mantidos. Os prefeitos vão parar simbolicamente para demonstrar a insatisfação na forma como o Governo Federal tem tratado as prefeituras na questão da seca”, informou.

Buba afirmou que a mobilização no Estado e o documento que  entregue à presidente Dilma Rousseff pela Assembleia Legislativa “não deu em nada”.

Algumas Câmaras de Vereadores também programam  protestos no mesmo dia, aproveitando o movimento dos prefeitos municipais. O presidente da Câmara de Vereadores de Santa Luzia, Marconi Negromonte, confirmou que também vai aderir ao protesto.

Portal Correio

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