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Prefeitos da PB aguardam repasse extra de R$ 200 mi para fechar contas

O presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), Tota Guedes, disse ontem que os prefeitos vão contar com um repasse extra de mais de 1% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para fechar as contas de fim do ano no verde. O repasse, que totaliza R$ 3,8 bilhões para prefeituras de todo País, vai garantir um aporte de quase R$ 200 milhões para os 223 municípios paraibanos.

Esses valores, que estão previsto para serem repassados às contas das Prefeituras  na sexta-feira, são relativos à soma os valores arrecadados com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto de Renda (IR) desde dezembro de 2016 até o final de novembro deste ano. Em 2017, o repasse extra do FPM ficou 1,8% maior do que os R$ 3,807 bilhões destinados aos municípios em dezembro do ano passado.

Em entrevista a imprensa, Tota Guedes, falou da crise financeira que atinge os municípios paraibanos e que se agravou ainda mais, neste final de ano, em que os prefeitos têm que pagar em dezembro três folhas de pessoal, e as demais despesas administrativas do ano.

“O que vem acontece é reflexo de que estamos vivenciando há anos. O País passa por crises financeiras e política, que afetam diretamente as finanças dos municípios. Assim, acontece o que está acontecendo hoje, muitos municípios estão tendo que demitir os cargos comissionados para poder pagar as contas e manter o funcionamento da máquina pública”, explicou.

De acordo com Tota Guedes, muitos prefeitos tiveram que enxugar a máquina, para não encerrar o ano no vermelho, inclusive aproveitar o período de recesso de final de ano, em que as escolas entram de férias, para dispensar ocupantes de cargos comissionados e prestadores de serviços e buscar sanar as dívidas.

“A Famup ainda está fazendo um levantamento de quantos prefeituras tiveram que tomar medidas de demissões em massa, de ocupantes de cargos comissionados e prestadores de serviços conseguir fechar a folha de pessoal e saldar as dívidas. A maioria das demissões são da área de educação, por conta do próprio recesso, quando retomar as aulas, dependendo das necessidades, vem retomar as contratações”, comentou.

 

pbagora

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