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Pastoril Profano chega pela segunda vez em Solânea

2A mais nova montagem da Cia. Paraibana de Comédia, “Pastoril Profano Em Deu a Mulesta no Cru…zeiro” , estará em cartaz no dia 24 de maio no CINE TEATRO MUNICIPAL DE SOLÂNEA (centro da cidade) ás 20h.

Esta montagem está completamente diferente de todas as outras, por se tratar de um ano eleitoral e com a copa do mundo no Brasil fizemos desta montagem um espetáculo extremamente crítico, questionador e profundamente hilário, levantamos questões desde o descaso com o salário mínimo, a saúde e educação como também a importância absurda dada copa do mundo e os escândalos de corrupção na política brasileira, todas as cenas, as brincadeiras, as piadas serão na beira mar de uma praia qualquer quando em determinado momento os personagens perdem a viagem de um cruzeiro e vão ter de ficar a “ver navios”. “Restando apenas a aproveitar o verão, as belezas naturais, a companhia da plateia e humor apimentado das pastoras”, comenta Edilson Alves, diretor da Companhia e do espetáculo.

O Pastoril vem da idade média, tem origem na lapinha onde tudo começou, era o auto do presépio, sua representação estática do nascimento do menino Jesus era feita na frente da lapinhas, vindo de Portugal que ensinou a luta entre os cordões de um lado pastores azulados do outro encarnadas para a celebração sempre esteve entre o sagrado e o profano.

 

Enquanto as Lapinhas são formadas por meninas moças, as loas (músicas) são voltadas para o tema religioso em comemoração ao nascimento do menino Jesus e por isso que são representados no mês de dezembro e janeiro e a única presença masculina é a do personagem, o pastor. Já no Pastoril o figurino é mais ousado as músicas são de duplo sentido e a presença do personagem masculino passa a ser o palhaço que vem com gesto juncosos e maliciosos arrancando graças e humor da plateia.

Tanto na Lapinha como no Pastoril o foco é conseguir a atenção do público, a disputas da pastoras do cordão azul e cordão encarnado faz com o povo se decida por qual dos dois vão gostar. Na Lapinha estes votos são disputados através da compra de votos e no pastoril através do aplausos em virtude das malicias das pastoras.

A peça no seu segundo ato segue o mesmo modelo dos anteriores, no meio dos dois cordões (distribuição das pastoras ), cada um comandado pela Mestra (cordão encarnado) e Contramestra (cordão azul), encontramos a Diana, vestida metade azul, metade encarnado. O Velho, conhecido como Dengoso, Faceta, Mangaba ou Bedegueba, mas que toma diversos apelidos é uma espécie de bufão, de palhaço de circo, que comanda as jornadas (cantos das pastoras) e se esparrama em piadas, numa atuação que ressalta o histrionismo, a improvisação. Seus diálogos com as pastoras são

cheios de duplo sentido e, com o público, puxa discussão, brincadeiras, faz trejeitos e canta canções adaptadas às suas necessidades.

Em 1982, nascia no Grupo Tenda (Teatro nordestino divulgado) o pastoril, criado e idealizado por Geraldo Jorge, com a ideia de fazer um teatro debochado e musical. Durante 06 anos o grupo tenda lotou plateia, a irreverência no teatro paraibano, chegava para deixar sua marca, comenta Edílson Alves. Desde a sua estreia, hoje com 22 anos de vida, o pastoril tem no elenco apenas quatro atores da formação inicial, ou seja, Edilson Alves, Alessandro Barros e Alessandro Tchê além do Sanfoneiro Lourenço Molla. Os demais vieram com a novo formato que Edilson após assumir a direção e fundar a companhia foi chamando.

No elenco do cordão encarnado estão Verinha (Dinarte Silva) , Alessandro Tchê (Ceicinha) e Ligth ( Romildo Rodrigues) no Cordão azul estão Biuzinha (Adeilton Pereira) Irmã Luzinete( Sergio Lucena) e Dieth ( Romilson Rodirigues) , como Diana ( pastora que dança tanto no cordão Azul como encarnado) a Mudinha (Alessandro Barros) e no centro o velho Dengoso (Edilson Alves).

Na técnica estão Nelson Alexandre responsável pelos cenários, figurinos, adereços e iluminação, Wagner Nascimento execução de sonoplastia e contra-regragem, músicos Milton Lima e Lourenço Molla, Edivânia Maria (contra-regra), Músicas de Genário Dunnas e Misael Batista. Produção de Divulgação Wagner Nascimento (Focos Produções) e Tiago Salvador (Fascinart Produções), Direção Geral Edílson Alves. Realização Companhia Paraibana de Comédia. Classificação indicativa: 12 anos.

SERVIÇOS:

PASTORIL PROFANO Em Deu a Mulesta no Cru…zeiro”

Cine Teatro MUNICIPAL de Solânea (Centro)

De 24 de Maio às 20h.

Maiores informações: 8888-4845 / 9327-2060

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