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Número de indenizações do DPVAT deve cair 20% na Paraíba

Dados estatísticos foram divulgados nesta sexta-feira (25), Dia Nacional do Trânsito, e estão disponíveis num painel online inédito para consulta pública

Plano Piloto, Brasília, DF, Brasil 24/11/2016- Órgãos de trânsito alertam para cuidados ao dirigir em dias de chuva. Ao dirigir durante tempestades, o motorista fica com a visibilidade comprometida em comparação aos dias sem chuva. Além da água sobre a visão do condutor, os vidros podem embaçar, e as vias ficam escorregadias. Os órgãos de trânsito alertam que a cautela na direção deve ser redobrada nesses períodos. Foto: Pedro Ventura/ Agência Brasília

A Seguradora Líder, administradora do consórcio que gere o Seguro DPVAT, projetou que haverá uma redução de 20% no número de acidentes de trânsito em 2020 na Paraíba, em comparação ao ano passado. Em 2019, o estado registrou 6.932 ocorrências. Para este ano, a previsão é de que o total seja 5.538. Os dados estatísticos foram divulgados nesta sexta-feira (25), Dia Nacional do Trânsito, e estão disponíveis num painel online inédito para consulta pública.

Em âmbito nacional, o estudo prevê queda de 19% no número de ocorrências, considerando o período de isolamento social por conta da pandemia da Covid-19. A estimativa é que 229.646 vítimas sejam indenizadas pelo seguro em acidentes ocorridos neste ano. São Paulo (29.477), Minas Gerais (28.107), Santa Catarina (16.938) e Goiás (13.401) são os estados com previsão de maior quantidade de acidentes de trânsito a serem indenizados pelo seguro.

Apesar da projeção ser de queda no número de indenizações, segundo dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS) o Brasil permanece com uma média de 30 mil mortes causadas por acidentes e cumpriu, até 2019, 30% da meta da Década de Ação pela Segurança no Trânsito da Organização das Nações Unidas (ONU). Com o acordo, esperava-se que, até 2020, houvesse uma redução de 50% no número de mortes. Segundo o Departamento, em nove anos, o Brasil saiu da marca de 43.256 mil mortos no trânsito em 2011 para 30.371 mil mortos em 2019.

Do total de ocorrências previstas pelo estudo até o final de dezembro, 143.842 estão relacionadas a coberturas por invalidez permanente, 56.408 a indenizações para despesas médicas e 29.396 a casos de morte. Os motoristas lideram o ranking das vítimas com participação em 144.225 das ocorrências, 62% do total. Já quando considerada a faixa etária mais sujeita a acidentes de trânsito, pessoas com idades entre 25 a 34 anos são as principais vítimas, presentes em 61.602 das ocorrências, 27% do universo projetado para este ano.

Quanto ao perfil dos veículos, as motocicletas seguirão sendo as responsáveis pela maior parte dos acidentes indenizados. A previsão é que 180.597 vítimas recebam o Seguro DPVAT por conta de ocorrências envolvendo motos, ou seja, 79% do total. Na média por 100 mil habitantes, das 14 mortes registradas por ano, sete são causadas pelo veículo.

A diretora de Controladoria e Finanças da Seguradora Líder, Maria Valins, explica o estudo. “Para chegar a esses números, utilizamos a nossa base histórica de pagamentos do seguro e projetamos a quantidade de acidentes que terão direito à indenização, utilizando metodologia estatística capaz de captar padrões e adotada amplamente pelo mercado segurador. O que chama a atenção é que, mesmo no período de pandemia, o cenário do trânsito no país ainda é muito preocupante”, afirma ela.

Além disso, no levantamento, foi considerado o fato de que o beneficiário do Seguro DPVAT possui até três anos após o acidente para dar entrada no pedido de indenização. O estudo também leva em consideração variáveis externas como as políticas públicas de prevenção e educação no trânsito.
O DPVAT é um seguro obrigatório de caráter social que protege os mais de 212 milhões de brasileiros em casos de acidentes de trânsito, sem apuração da culpa. Ele pode ser destinado a qualquer cidadão acidentado em território nacional, seja motorista, passageiro ou pedestre, e oferece três tipos de coberturas: morte (valor de R$ 13.500), invalidez permanente (de R$ 135 a R$ 13.500) e reembolso de despesas médicas e suplementares (até R$ 2.700). A proteção é assegurada por um período de até três anos.
Portal Correio

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