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Novo ataque terrorista mata 31 pessoas na China

201405220209120000008245Um mercado da cidade de Urumqi, capital da região autônoma de Xinjiang, no noroeste da China, foi alvo nesta quinta-feira (22) de um ataque terrorista com explosivos que matou 31 pessoas e feriu mais de 90.

Testemunhas disseram à agência de notícias Xinhua que, pouco antes das 8 horas da manhã, dois veículos colidiram deliberadamente contra as pessoas que estavam no mercado. Antes de os carros explodirem, seus ocupantes lançaram bombas para fora dos veículos. A maioria dos mortos e feridos eram idosos, que costumavam comprar alimentos frescos no local logo pela manhã.

Nos últimos anos, a região de Xinjiang, de maioria muçulmana, tem sido palco de frequentes atos de violência atribuídos pelas autoridades chinesas a “grupos separatistas ligados à Al Qaeda” e a “extremistas religiosos”. Xinjiang é um território muito rico em recursos naturais, e faz fronteira com o Afeganistão, Paquistão e ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central. Cerca de metade de seus 23,5 milhões de habitantes são uigures, muçulmanos de origem turca.

Nos últimos anos, com o aumento da etnia han, a mais populosa da China, houve o agravamento das tensões étnicas na região. Muitos uigures afirmam que são reprimidos pelo governo chinês. Os grupos separatistas uigures buscam em Xinjiang a criação de um Estado independente (“Turquestão Oriental”). A autoria do ataque desta quinta-feira (22) não foi reivindicada pelos uigures, mas para o governo chinês não restam dúvidas de que seus radicais estão por trás das explosões.

O número de mortos no atentado desta quinta-feira (22) foi o maior registrado em um incidente violento em Xinjiang desde 2009, quando confrontos entre uigures e chineses da etnia han deixaram cerca de 200 mortos em Urumqui. Esse é o segundo ataque registado na capital do Xinjiang em menos de um mês. No final de abril, um atentado na Estação Ferroviária de Urumqi deixou três mortos (incluindo os dois autores do ataque) e 79 feridos. Em março, um ataque idêntico, mas perpetrado em outra província de Xinjiang, matou 29 pessoas e deixou 79 feridas.
Nos últimos meses, os ataques perpetrados por radicais uigures ficaram mais sofisticados. Até o ano passado, os ataques eram armados contra pequenos postos militares no noroeste da China. Desde outubro, quando um carro foi lançado contra turistas na simbólica praça Tienanmen, em Pequim, o alvo dos atentados passou a ser locais com alta concentração de civis – dentro e fora de Xinjiang.

 

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