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Nova série da Globo traz jogo de gato e rato

redimensiona“Senhores passageiros, muito boa noite, aqui quem fala é o comandante. Nosso voo tem duração prevista de aproximadamente duas horas. Peço desculpas pelo atraso da nossa viagem, mas em breve devemos obter autorização da torre para decolar”. O ponto de partida é a capital federal: aeroporto internacional de Brasília. O motivo da demora: o carregamento de malotes de ouro, que estavam sendo acomodados no compartimento de carga da aeronave. Entre os envolvidos, 70 passageiros e funcionários de um voo comercial.

Em cinco minutos, todos viraram testemunhas de um assalto cinematográfico com direito a fuzis, metralhadoras e disparos ameaçadores próximos ao tanque de combustível do avião.

Formada por nove bandidos, a quadrilha invadiu a pista com duas caminhonetes e uma minivan e, sem se intimidar com os vigilantes da empresa transportadora de valores, fugiu, levando 61 kg de ouro e deixando para trás as autoridades perplexas.

No dia seguinte, as manchetes dos principais jornais do país davam destaque para um assalto que parecia ter vindo de um roteiro de Hollywood e chamavam a atenção para a troca de tiros entre os assaltantes, os seguranças e a polícia do local.

À frente do caso, o delegado Jorge Macedo, interpretado pelo ator João Miguel. Um policial federal apaixonado pelo jogo da investigação e personagem central do seriado policial ‘A Teia’.

Um homem avesso à violência e ao corporativismo e que não vai medir esforços para completar sua missão, ainda apenas que o acaso tenha o designado para a tarefa. Em seu caminho, Marco Aurélio Baroni, um criminoso inteligente e sedutor vivido por Paulo Vilhena, que poderá colocar sua reputação e sua vida em risco.

Com autoria de Carolina Kotscho e Bráulio Mantovani, direção de núcleo e geral de Rogério Gomes, o Papinha, e direção geral de Pedro Vasconcelos, ‘A Teia’ tem um assalto real como ponto de partida para a trama sobre uma longa investigação que envolve diferentes agentes da Polícia Federal em vários estados do Brasil, duas perigosas quadrilhas rivais e até mesmo policiais civis. A produção mergulha no mundo do crime organizado e mostra como o processo de investigação está sempre ligado aos conflitos pessoais dos personagens, suas paixões e seus desejos.

‘A Teia’ instigará a compreensão desse universo que muitas vezes se mostra contraditório, repleto de amor e ódio, traição e vingança, culpa e redenção. Uma linha tênue que divide o mundo dos mocinhos e dos bandidos, ora passíveis de admiração, ora de desprezo. Um verdadeiro drama humano de quem vive como um fugitivo e se escondendo e inventando histórias de cobertura e nomes falsos. Seja ele quem for. Esteja do lado que estiver.

“O bacana nesse tipo de seriado é explorar a riqueza humana que todo mundo tem, as confusões, os conflitos. Ninguém é inteiramente bom, ninguém é inteiramente mau. O nosso desejo é que as pessoas realmente gostem de todos os personagens”, revela Bráulio. O seriado vai apresentar Baroni (Paulo Vilhena) como um bandido sofisticado, classe média alta, que se desvirtuou do bom caminho por puro prazer. Ele é movido pela paixão, assim como o delegado Jorge Macedo (João Miguel). “O bandido e o mocinho são mais ou menos, claro que mal comparando, dois lados de uma mesma moeda.

Eles estão no jogo”, conta Carolina. O seriado estreia nesta terça-feira, após o ‘Big Brother Brasil 14’.

 

Jornal da Paraíba

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