Paraíba

Na Paraíba, amigos do jogador Fábio Bilica negam estupro, diz advogado

O advogado de defesa de Fábio Bilica, jogador do Elazığspor da Turquia e dos seus três amigos, todos investigados pelo estupro de uma mulher e sua filha adolescente de 15 anos, afirmou na noite desta sexta-feira (12) que os três homens que acompanharam o jogador ao Aeroporto Internacional do Recife na madrugada de sábado (6) negaram qualquer tentativa de estupro da adolescente. Luiz Fernando Ceriani disse ainda que o depoimento da adolescente  tinha sido uma grande surpresa e afirmou ter registros de conversas entre o jogador e a suposta vítima que provavam que todo o ato entre eles tinha sido consensual.

jogador Fábio BilicaFábio Bilica está sendo acusado de estupro por vizinha, mas ele nega e se diz vítima de golpe
(Foto: Larissa Keren/Globoesporte.com)

 

“Com relação a menor, em momento algum eles [os amigos do jogador] chegaram a tocar nela, em momento algum houve isso, foi uma grande surpresa esse depoimento, no sentido de que houve uma tentativa de estupro ou algo do tipo”, disse o advogado.

“Em relação a Fábio Bilica houve a conjunção carnal, esse fato é incontroverso, porém em momento algum houve estupro, todo o ato foi consensual, essas acusações são totalmente levianas  e infundadas o que vai ser provado perante o juíz.” pontuou Ceriani.

A adolescente, que é filha da mulher que teria sido estuprada pelo jogador Fábio Bilica em seu carro na madrugada de sábado (6), prestou um novo depoimento nesta quinta-feira (11) onde revelou também ter sofrido abuso por parte dos amigos de Bilica.

A garota contou que teria recebido beijos e carícias forçadas dos homens que estavam dentro do carro e “que não tinha revelado estes detalhes antes porque a mãe já estava com problemas demais”. Os três homens já haviam sido ouvidos como testemunhas, mas após o surgimento das novas informações a delegada Maria Rodrigues, responsável pelo caso decidiu ouvir os três novamente na noite desta sexta-feira (12) para esclarecimentos.

Luiz Fernando Ceriani disse acreditar que a mulher talvez quisesse motivar uma ‘futura ação indenizatória’ contra o jogador, mas que no momento oportuno irá juntar no inquérito as conversas entre Fábio e a mulher.

“Eu tenho provas para juntar no inquérito com relação a essa troca de conversa entre eles [Fábio Bilica e a suposta vítima] porém eu só vou juntar no momento oportuno e não posso revelar o teor do diálogo, são muitas laudas de conversas, há conversas íntimas, é apenas o que eu posso dizer no momento”, afirmou. Segundo Ceriani, Fábio Bilica está ciente de tudo o que está acontecendo e está surpreso com toda a situação.

A equipe de reportagem tentou falar com a delegada Maria Rodrigues, responsável pelo caso, mas as ligações não foram atendidas.

Entenda o caso

Toda a confusão aconteceu no fim da noite de sexta-feira (5) e início de madrugada de sábado (6). Segundo a jovem, o jogador teria estuprado a vítima no estacionamento do Aeroporto Internacional do Recife, mas a defesa fala em “relação consentida”. Em comum nas duas versões, apenas o fato de que Bilica estava num carro com mais três amigos, ainda em João Pessoa, onde a vítima entrou junto com sua filha. O jogador estava indo a Recife para pegar o voo para a Turquia, onde se reapresentaria ao seu time. Mas a partir daí as versões são contraditórias.

A versão contada pela suposta vítima dá conta de que ela teria sido levada para o Aeroporto enganada. Segundo a delegada Maria Rodrigues, a vítima disse em seu depoimento que saiu de casa com o objetivo de deixar sua filha de 15 anos num barzinho próximo, onde a garota se encontraria com o namorado. No caminho, as duas teriam sido abordadas pelo jogador, que lhes ofereceu uma carona, que a jovem teria negado a princípio, só aceitando depois da insistência do jogador.

“A vítima contou que só bem depois é que percebeu que o carro estava na estrada para Recife, que fica a 120 quilômetros de João Pessoa. Quando ela percebeu isto, ele não quis mais voltar”, relatou a delegada. Ao chegar ao local, Fábio Bilica e seus amigos teriam “conversado em códigos” para que os três tirassem a adolescente do carro e deixassem apenas os dois no veículo. Neste momento, segundo o testemunho da jovem, teria acontecido o estupro.

Por outro lado, o advogado o jogador defende que o sexo foi consentido, que a jovem seguiu com o grupo de forma totalmente espontânea e que, por isso, não houve estupro. Luiz Fernando defende que o jogador está sendo vítima de uma “tentativa de golpe”. A versão apresentada pelo advogado dá conta de que, em um posto de gasolina próximo à casa dos dois, “eles voltaram a conversar e ela aceitou entrar no carro por vontade própria”, declarando também que “ela já sabia desde o início que o grupo estava indo para Recife deixar o jogador no aeroporto”.

O testemunho dos amigos também dá conta de que, depois do momento em que ficaram a sós, o jogador e a jovem teriam se juntado ao grupo em um quisosque do próprio aeroporto, onde teria bebido e conversado “amigavelmente”. Um amigo do jogador contou que, depois do embarque de Bilica, a mulher solicitou uma “pílula do dia seguinte”, que foi comprada ainda no aeroporto e depois o grupo teria retornado para casa sem o registro de nenhuma reclamação por parte da possível vítima.

Do G1PB

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