Educação

Musculação: é preciso cuidado!

Profº João Elísio da Rocha Neto – CREF 10 Nº 1421 PB
Natural de Solânea – PB
Graduado em Educação Física – UEPB
Personal Treiner
Professor da Rede Estadual de Ensino
Proprietário da Henzo Fitness Academia
Coordenador do NASF – Núcleo de Apoio à Saúde da Família – Solânea – PB

 

A adolescência é um momento de muita transformação. Muda-se o jeito de pensar, de vestir e de se relacionar com o mundo. Junte-se a isso a revolução hormonal que ocorre no organismo. É nessa fase que os pré-adolescentes questionam a própria imagem. Esse é um dos principais fatores que fazem com que os jovens, meninos ou meninas, queiram frequentar uma academia de ginástica para desenvolver um corpo mais “sarado”.

Atividade física é sempre bem-vinda, mas a musculação ainda é um tema polêmico entre os especialistas. Como saber qual a idade ideal para começar a malhar pesado? Essa atividade é a mais recomendada para definir os músculos do adolescente?

Alguns profissionais da medicina afirmam que não existe idade para começar uma atividade física, desde que seja praticada com moderação e sob orientação de pessoal qualificado.

“É difícil uma criança querer frequentar uma academia de ginástica, mas, se for sua opção, ela deve ter um trabalho diferenciado para criar resistência muscular, jamais com finalidade estética”, diz a dra. Beatriz Perondi, médica do esporte e pediatra do Einstein. Isso porque os pré-adolescentes têm interesse por atividades menos monótonas.

O ideal é que essa modalidade seja praticada depois dos 14 anos pelas meninas e dos 16 pelos meninos.

Para o dr. Nei Botter Montenegro, médico da Clínica de Especialidades Pediátricas do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), o melhor é investir em outras atividades no lugar da musculação. “O ideal é que essa modalidade seja praticada depois dos 14 anos pelas meninas e dos 16 pelos meninos, após o fechamento das placas de crescimento associadas aos tendões musculares; antes disso, a criança e o adolescente estão com o aparelho músculo-esquelético ainda imaturo para esse tipo de esforço.

A musculação é uma atividade que tem movimentos bruscos e repetitivos, podendo ser substituída por exercícios associados ao próprio peso corporal e aeróbicos”, alerta.

Quando dizer sim

Dos 10 aos 15 anos, o pré-adolescente está em crescimento acelerado. Por isso, muitos cuidados devem ser tomados. “Na musculação, é alto o risco de comprometer a cartilagem, que faz a ligação dos ossos com os músculos, pois a repetição de exercícios com peso podem ocasionar um processo inflamatório que interfere na cartilagem de crescimento (osteocondrite).”, alerta o dr. Botter.

É difícil uma criança querer frequentar uma academia de ginástica, mas, se for sua opção, ela deve ter um trabalho diferenciado para criar resistência muscular, jamais com finalidade estética

Devido a esse fator, a prática só é indicada depois da puberdade, ou seja, quando os hormônios se estabilizam e o adolescente ganha uma força muscular muito maior. A

partir desse momento, o tônus muscular – tensão elástica do músculo em repouso – fica mais forte, o que diminui a possibilidade de lesões durante a atividade.

“A musculação melhora o condicionamento físico e cardiopulmonar, estimula a circulação sanguínea e o desenvolvimento motor, proporciona musculatura mais saudável, além de corrigir a postura, caso seja necessário. Durante a puberdade, pode ser realizado um trabalho de resistência muscular com cargas baixas e sem movimentos repetitivos, procurando sempre atividades lúdicas e sem monotonia”, diz a dra. Beatriz.

Se a atividade for indicada como forma de tratamento para alguma lesão, o foco deve se limitar ao músculo lesado. Se não for, o objetivo deve ser apenas condicionamento físico. A musculação também é recomendada para jovens obesos que perderam muito peso ou aqueles que emagreceram durante o crescimento e ficaram com a pele flácida.

O que fazer

A questão é: praticar ou não a musculação? A resposta é: usar o bom senso. O primeiro passo antes de dar início a qualquer atividade física é verificar se a criança está saudável e se há doenças congênitas na família. Se houver, o ideal é fazer exames específicos ou até mesmo um checkup.

Os especialistas do Einstein recomendam o que deve ser feito antes e durante a prática de musculação:

* Condicionamento físico prévio. Se for a primeira atividade física da criança, deve ser feito um trabalho aeróbico;

* Aquecimento e alongamento antes de qualquer atividade;

* Treino planejado de acordo com a idade, a altura e o peso da criança;

* Cuidado com o material utilizado. Se crianças quiserem praticar a atividade, a melhor opção é realizar exercícios com elástico, bolas e saltos para movimentar as pernas;

* Frequência: até três vezes por semana, com duração de, no máximo, 1 hora;

* Série com cargas baixas;

* Cuidados recobrados com a hidratação e a alimentação da criança.

Vale lembrar que, como em outras atividades físicas, a musculação, se praticada de forma exagerada, pode ocasionar uma fratura por estresse, causada pela excessiva repetição do movimento com sobrecarga, gerando desgaste ósseo.

Outro alerta: a musculação não deve ser praticada apenas para conquistar um corpo bonito, mas também para adquirir resistência muscular e, consequentemente, o fortalecimento geral.

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3 pensamentos “Musculação: é preciso cuidado!”

    1. Concordo JardimdasMargaridas que o Estado tem a indecline1vel obgirae7e3o de apoiar os idosos nas situae7f5es de necessidade que derivam da sua condie7e3o. Mas a violeancia contra os idosos ne3o e9 em primeira ane1lise um problema do Estado. c9 um problema, antes de mais, da sociedade. Das famedlias.Pode o Estado ter o melhor sistema previdencial do mundo que se ne3o tivermos uma sociedade sadia, que valorize o papel dos idosos ne3o sf3 pelo seu passado mas pelo papel activo que podem e devem desempenhar, haveremos sempre de cometer pelo menos um acto imensamente violento: o do desprezo. Sem percebermos que a maioria de nf3s, inexoralvelmente passare1 por essa condie7e3o.Vivemos um tempo em que aos 65 anos ainda somos novos para deixar de trabalhar e passar e0 reforma, mas aos 40-45 je1 somos velhos para conseguir emprego ou para mudar de trabalho. Noutras sociedades ne3o e9 assim. Reconhece-se o papel social dos idosos. Onde a sabedoria de experieancia feita e9 importante. Onde os afectos relevam. Mas tambe9m em tarefas onde se libertam os mais novos para prestae7f5es que dependem de menos idade. He1 uns tempos estive no Jape3o. E pude aed constatar o servie7o cedvico que muitos idosos aed desempenham (ne3o sei se como contrapartida da pense3o) com notf3rio entusiasmo. c9, decerto, um suplemento de vida. Mas valere1 sobretudo como respeito por uma das facetas da dignidade humana.

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