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Morte de criança em Campina, vítima sofreu várias agressões

O menino de 2 anos que deu entrada com vários hematomas em um hospital de Campina Grande, na quarta-feira (30), já estava morto há quase 9 horas quando chegou à unidade hospitalar. De acordo com a Polícia Civil, o laudo da perícia indicou que a criança morreu por volta das 23h da terça-feira (29) e a mãe da vítima só o levou ao hospital as 7h50 da quarta-feira.
Dormiram com uma criança morta, sabendo que ela estava morta”, disse o delegado regional Glauber Fontes, durante coletivas de imprensa nesta quinta-feira (1º).
Segundo o delegado, a criança deu entrada no Hospital de Trauma de Campina morto. No local,foram identificados vários hematomas no corpo da criança. A equipe da unidade hospitalar acionou a polícia, que, ao chegar no local, prendeu em flagrante a mãe do menino.
A perícia constatou que a criança sofreu pancadas muito fortes nas costas, que chegaram a romper o rim e o fígado. A causa da morte foi hemorragia interna.
A suspeita negou o crime e disse à polícia que o seu marido, padrasto da criança, quem o havia espancado. O homem, que já tinha passagens pela polícia por crimes patrimoniais e de atentado à vida, também foi preso na quarta-feira (30). Segundo a polícia,uma outra filha do casal, de 4 anos, também apresentou sinais de agressões físicas. A menina passou por uma perícia e, na manhã desta quinta-feira (1º), o laudo confirmou que a criança também sofria espancamentos.
A perícia também constatou que o menino tinha várias marcas de picadas de insetos e arranhões nas pernas e nos braços, sendo alguns já em cicatrização e outros mais antigos.
Conforme a Polícia Civil, em depoimento, a mãe e o padrasto da criança entraram em contradições acusando um ao outro de ter cometido o crime. Para polícia, a peça chave para a conclusão do caso foi o depoimento de uma testemunha, que informou que viu quando os dois suspeitos agrediram a criança.
Ainda conforme o depoimento da testemunha à polícia, ela teria presenciado o momento em que a mãe da criança percebeu que o menino estava morto e teria comentado o fato com o companheiro sorrindo.
Conforme a delega da Polícia Civil Suelane Guimarães, a testemunha ocular que estava presente na casa durante o crime, afirmou que ambos agrediram a criança.
O padrasto realmente bateu muito nas costas dele, que a criança foi jogada, caiu no chão e ficou chorando muito. Nesse intervalo, a mãe nada fez. Foi dormir tranquilamente. Depois, levantou, tentou dar comida para a criança, que já não quis se alimentar e agrediu muito essa criança. E diziam ‘você vai comer e se você não comer eu vou lhe bater e vou lhe matar‘.
Depois disso, a testemunha afirmou que a mãe se levantou para ir ao banheiro, passou pela criança e já sentiu a criança fria. O padrasto disse a mesma coisa, conforme a delegada.
De acordo com o delegado Francisco de Assis, da Delegacia de Homicídios, a mãe apresentava sinais de uso de entorpecentes. No depoimento, a mulher informou que trabalha com coleta de material reciclável, que estava muito cansada e que havia deixado a criança com o padrasto, o que entrou em contradição com o depoimento do marido dela.
O delegado afirma que o padrasto fugiu da cena assim que percebeu a presença da polícia. Ele foi pego pela equipe no Morro do Urubu.
Quando ele chega, já começou um jogo de acusações. Ele negava participação e dizia que era a mãe que agredia a criança com frequência. E ela fazia o mesmo, dizia que queria Justiça, que ele era ocupado, aquela coisa toda”, disse o delegado Francisco de Assis.
Além do menino que foi morto, a mulher tem dois filhos. O conselho tutelar resgatou as duas crianças, que agora estão sob a tutela do pai de uma delas. Segundo o homem, ele havia se separado da mulher após ela ter começado a usar drogas.
Participaram das investigações e da coletiva de imprensa para apresentação das conclusões o delegado de homicídios, Francisco de Assis, o diretor do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Campina Grande, Márcio Leandro, o delegado regional Glauber Fontes e a delegada de homicídios Suelane Guimarães.
Segundo Suelane, o caso só foi elucidado pela rapidez na conclusão da perícia no corpo da criança.
G1 PB

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