Brasil

Levantamento mostra que Brasil é o time que mais simula lesões na Copa

138012,362,80,0,0,362,271,0,0,0,0O aumento do interesse do público americano pelo futebol gerou uma pesquisa curiosa realizada pelo jornal “The Wall Street Journal”. Durante as duas primeiras rodadas da Copa do Mundo (32 jogos), a publicação calculou durante quanto tempo os jogadores fingiram estar machucados, mas pouco tempo depois voltaram a atuar como se nada tivesse acontecido: 293 casos, totalizando 118 minutos e 21 segundos de caras torcidas e falsas agonias nos gramados brasileiros.

Os donos da casa não decepcionaram, liderando a lista: contra Croácia e México, os brasileiros simularam nada menos que 17 lesões, uma a mais que o segundo colocado, Chile. E adivinha quem foi o maior “ator” do time de Luiz Felipe Scolari? Ele mesmo: Neymar, que se contorceu no chão em cinco oportunidades.

A pesquisa comprovou em números o que todo fã de futebol sabe: a tendência de se simular lesões é maior no time que está ganhando. Na primeira metade da Copa, as equipes à frente do placar desperdiçaram quatro vezes mais tempo com supostos problemas físicos que os que vinham sendo derrotados.

Não por acaso, o jogo que teve mais “machucados” foi entre Chile e Espanha, quando os sul-americanos venceram por 2 a 0, eliminando os campeões mundiais de 2010: 11 pausas, mais do que outras 24 seleções em duas partidas.

Ao menos brasileiros e chilenos não insistem muito na farsa: nas 17 “lesões” dos pentacampeões decorreram-se apenas 3 minutos e 18 segundos entre o momento em que o juiz parou o jogo e o momento no qual o atleta se levantou; já entre os nossos adversários nas oitavas de final, esse número vai a 6min58s.

Ninguém, porém, supera Honduras neste quesito: 7min40s, a maior parte deles no primeiro tempo da partida contra a França, quando eles conseguiram segurar um surpreendente empate em 0 a 0.

Já o “milagre” da recuperação mais rápida do começo desta Copa ficou a cargo do equatoriano Enner Valencia, que, contra Honduras, demorou apenas quatro segundos entre cair, rolar no gramado com a mão no joelho e se levantar.

Os maiores caras durões desta Copa foram os bósnios, que sofreram apenas duas falsas lesões, deixando passar somente 24 segundos. Coincidentemente, eles foram os únicos estreantes do Mundial, indicando uma possível falta de malícia dos jogadores do país.

A lista completa pode ser conferida acima, sendo “injuries” as “lesões” e “writhing time” o tempo em que os jogadores ficaram se contorcendo. Cabe destacar que a pesquisa não contabilizou os nove casos em que os atletas realmente se machucaram e precisaram de substituição.

Com Portal Correio

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