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Justiça acata denúncia e torna réu homem acusado de perseguir carro e causar morte na Avenida Epitácio Pessoa

A Justiça da Paraíba recebeu denúncia e tornou réu Raul Queiroga de Araújo, acusado de perseguir e colidir propositalmente em um carro na Avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa, em 2 de março deste ano. A batida resultou na morte de Josinaldo Oliveira de Lima e deixou em estado vegetativo Eliezer Bezerra Ramos Júnior.

A denúncia contra Raul Queiroga foi acatada na última quinta-feira (19), pela juíza Francilucy Rejane de Sousa Mota. Ele responderá por homicídio qualificado.

A magistrada negou o pedido de prisão preventiva do réu. Ela considerou que “não existe informes concretos de repercussão social, não havendo, portanto, motivação idônea para a segregação do representado como forma de garantia da ordem pública”.

Francilucy Rejane de Sousa Mota determinou, no entanto, a aplicação de medidas cautelares contra Raul, como uso de tornozeleira eletrônica, obrigatoriedade de recolhimento noturno, impedimento de conduzir veículos e proibição de frequentar bares e locais de venda e consumo de bebida alcoólica.

Relembre o caso

A colisão entre os veículos de Raul Queiroga e das vítimas aconteceu na Avenida Epitácio Pessoa, próximo ao cruzamento com a Avenida Piauí, e foi flagrado por câmeras de segurança. Trafegando na contramão, os veículos se chocaram três vezes. Na última, o veículo em que estavam Josinaldo e Eliezer bateu em uma árvore. Josinaldo morreu na hora. Já Eliezer foi levado para o Hospital de Emergência e Trauma, onde passou meses internado. Ele recebeu alta recentemente, mas segue em estado vegetativo.

Inicialmente, cogitou-se a hipótese de os veículos estarem envolvidos em um ‘racha’, mas isso logo foi descartado. No dia 3 de março, Raul Queiroga se apresentou à polícia, prestou depoimento e foi liberado. O réu contou que o carro das vítimas haviam colidido com o dele primeiro. Ele teria decidido perseguir Josinaldo e Eliezer, na intenção de fazê-los pagar pelo prejuízo.

Porém, à TV Correio, o advogado da família de Eliezer, Adahylton Dutra, que a versão de Raul foi desmentida pelo laudo pericial, que apontou que todas as marcas de colisão encontradas no carro do réu foram produzidas durante a perseguição na Avenida Epitácio Pessoa.

Para a Polícia Civil, Raul Queiroga teria perseguido o carro de Josinaldo e Eliezer por acreditar que a namorada estava com os rapazes. Os dois haviam brigado na tarde do dia 2 de março e, desde então, Raul tentava contato com ela, sem sucesso. Como ficou comprovado, a namorada de Raul não estava no carro e, segundo o advogado Adahylton Dutra, sequer há confirmação de que ela conhecia as vítimas.

 

portalcorreio

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