Paraíba

IPC confirma que corpo encontrado é da estudante Fernanda Ellen

116341,362,80,0,0,362,271,0,0,0,0O Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC) confirmou que o corpo encontrado na residência do vigilante Jefferson Luís de Oliveira Soares, 25 anos, no último dia 8 de abril é da estudante Fernanda Ellen Cabral de Oliveira, 11 anos. A constatação foi feita através do exame de antropologia forense. O cadáver não poderá ser liberado antes de 15 dias até que outras análises sejam totalmente concluídas.

Durante entrevista ao programa Correio Debate, da 98 FM, desta quarta-feira (17), o secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social, Cláudio Lima, garantiu que a identificação do corpo foi possível através de exames de DNA.

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Em nota oficial, a Secretária de Comunicação do Estado (Secom), disse que a identificação ocorreu através de exames na arcada dentária e reconhecimento facial. A Polícia ainda aguarda os resultados de exame de DNA, com objetivo verificar a compatibilidade genética entre o material colhido no corpo e na mãe da menina.

 

O delegado titular do inquérito, Aldrovilli Grisi, explicou que o IPC deve ainda finalizar outros exames requisitados, tais como o que pode confirmar se houve violência sexual antes do assassinato da estudante e o necroscópico, que indica a causa da morte. “A família foi informada do resultado e da confirmação de que se trata realmente de Fernanda Ellen. O pai da estudante, Fábio Cabral, também está ciente da necessidade de aguardarmos o resultado desses outros exames para que o corpo seja liberado”.

A perita médica do Laboratório de DNA do Instituto de Polícia Científica (IPC), Carmen Leda Gambarra, informou na tarde desta quarta-feira (17), em entrevista na 98 FM, que ficará muito difícil identificar se a garota foi estuprada, devido ao avançado estado de decomposição. O único recurso utilizado para tentar descobrir se houve esse crime é o exame que será feito na calcinha da criança, que esteve enterrada com a vítima por três meses e pode conter células masculinas.

“É muito complicado identificarmos se houve estupro ou não, porque o único objeto analisado é a calcinha dela que ficou enterrada junto com o corpo. Acho difícil sabermos nesta semana se esse outro crime também aconteceu”, afirmou a perita.

Carmen trabalha na Gerência Executiva de Laboratório Forense (GELF) e falou que todos os esforços estão sendo feitos para elucidação do caso. Os peritos fizeram a identificação do cadáver através de ossos e dentes da estudante.

“A identificação foi mais demorada devido ao avançado estado de decomposição e só foram analisados ossos e dentes durante a perícia. Se tivéssemos utilizado músculos e sangue o resultado teria saído mais rápido”, informou Carmen.

Entenda o caso

Fernanda Ellen, 11 anos, desapareceu no dia 07 de janeiro de 2013, depois de ter ido à escola no bairro Alto do Mateus buscar o boletim de notas. Desde o primeiro momento, várias informações e pistas surgiram, mas nenhuma havia levado ao paradeiro da menina.

Após 90 dias de investigações, a polícia chegou até a casa do vizinho da vítima, Jeferson Luiz de Oliveira (25), e encontrou um corpo enterrado na casa do rapaz. Ele foi preso no último dia 8 de abril e confessou ter matado a estudante.

Jeferson Luiz foi reconhecido por uma garota de programa que havia recebido o celular da criança em uma casa de prostituição da Rua da Areia, no Centro de João Pessoa. O acusado trocou o aparelho por pedras de crack.

Por Priscila Andrade, com informações de Mislene Santos

Portal Correio

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