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Ioga protege contra doenças no coração, diz estudo

201501030709000000008989Segundo uma revisão de 37 estudos envolvendo cerca de 3 mil pessoas, a ioga foi associada a uma redução de fatores de risco cardíaco, como pressão arterial elevada e colesterol. Mas a prática não conta para as recomendações de atividade física semanal.

A ioga é uma antiga forma de exercício que aplica força, flexibilidade e respiração com o objetivo de aumentar o bem-estar físico e mental. Há vários tipos diferentes de ioga – tântrica, Hatha e Ashtanga, por exemplo-, mas a maioria não exige força suficiente para contar para os 150 minutos de intensidade moderada de atividade aeróbica que as autoridades recomendam para proteger coração e pulmões.

A ioga tampouco conta como um exercício de fortalecimento muscular – algo que as mesmas diretrizes recomendam em dois ou mais dias por semana, todas as semanas.

Calmante

Porém, em comparação com nenhum exercício, a ioga demonstrou benefícios significativos: está relacionada a um risco menor de obesidade, pressão alta e colesterol elevado, segundo o European Journal of Preventive Cardiology.

Comparada a outros tipos de exercícios, como caminhada rápida ou corrida, a ioga teve resultados semelhantes – nem melhores, nem piores – com base nas mesmas medidas de risco cardíaco. “Estes resultados indicam que a ioga é potencialmente muito útil”, disse Myriam Hunink, da Erasmus University Medical Center, em Rotterdam, que investigou o possível efeito da ioga sobre a saúde do coração.

A revisão não explicou o mecanismo pelo qual a ioga pode ser benéfica, mas especialistas dizem que uma explicação pode ser o seu efeito calmante. O estresse tem sido associado a doenças cardíacas e pressão arterial elevada. “Os benefícios podem ser decorrentes de trabalhar os músculos e respiração, o que pode trazer mais oxigênio para o corpo, levando a uma menor pressão arterial”, disse Maureen Talbot, enfermeira cardíaca sênior da Fundação Britânica do Coração.

Ela disse que os benefícios da ioga sobre a saúde emocional já são reconhecidos, mas pediu mais estudos para avaliar os efeitos da pratica de forma mais ampla.

 

 

BBC

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