Destaques

Governo anuncia mais duas parcelas do auxílio emergencial de R$ 600

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta terça-feira, 30, um decreto que amplia por mais dois meses as parcelas do auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores impactados pela pandemia da covid-19.
A assinatura aconteceu em cerimônia no Palácio do Planalto, que contou com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do Senado, Davi Alcolumbre, assim como o vice-presidente, Hamilton Mourão, o ministro da cidadania, Onyx Lorenzoni, o chefe da Casa Civil, Braga Netto, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.
“Isso só foi possível dada a sensibilidade de nosso ministro Paulo Guedes e do nosso Congresso”, afirmou o presidente.
O governo manterá o pagamento em julho e agosto, mas decidiu dividir o valor em três parcelas. Assim, no mês de julho os beneficiários vão receber a parcela de R$ 600, como ocorre atualmente.
Em agosto, no entanto, esse valor de R$ 600 será pago em duas parcelas, uma no começo e outra no fim do mês. Ainda não foi anunciado o valor de cada um desses pagamentos no mês de agosto.
A lei que instituiu o auxílio autoriza a possibilidade de renovar o benefício se o valor concedido mensal fosse mantido. Inicialmente, o auxílio de R$ 600 seria pago por três meses.
ampliação do auxílio já havia sido antecipada nesta manhã por Paulo Guedes, em audiência pública na Comissão Mista do Congresso Nacional que monitora a execução orçamentária e financeira das medidas relacionadas à covid-19.
“Temos aquele dilema. Ou você dá um valor alto por pouco tempo ou dá valor mais baixo e estica um pouco. Vamos por essa solução” disse mais cedo o ministro.
Na segunda-feira, 29, o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, informou que a extensão do auxílio emergencial custará R$ 100 bilhões ao governo. O custo hoje do programa é de R$ 54 bilhões por mês.
Na cerimônia, Guedes voltou a falar que após a prorrogação do auxílio emergencial, o governo lançará novos programas de caráter permanente. Ele citou o chamado Renda Brasil e a recriação do contrato de trabalho Verde Amarelo, cuja medida provisória anterior não chegou a ser votada pelo Congresso.
Por Clara Cerioni – Exame.com

 

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fechar

Adblock Detectado

Considere nos apoiar desabilitando o bloqueador de anúncios