Educação

Fundo para o Centro-Oeste dará R$ 1,4 bilhão para infraestrutura

Estação Bernardo Sayão, no Núcleo Bandeirante: com o FDCO, há recursos para recuperar o terminal e reativar o transporte de passageiros e de cargas
Estação Bernardo Sayão, no Núcleo Bandeirante: com o FDCO, há recursos para recuperar o terminal e reativar o transporte de passageiros e de cargas

O Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO), gerenciado pela Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), começou a operar com R$ 1,4 bilhão. O Decreto nº 8.067, assinado pela presidente Dilma Rousseff, que regulamenta os financiamentos, foi publicado ontem no Diário Oficial da União (DOU). A quantia será destinada a projetos relacionados à infraestrutura e poderá ser administrada pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal. Inicialmente, as quatro unidades da Federação que compõem a região — Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul — terão fatias iguais do valor.

“Não estabelecemos percentual para cada um, mas, a princípio, vamos procurar dividir em 25%. Não é regra. Vamos priorizar projetos que realizam integração, como o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que ligará Brasília a Goiânia, e a duplicação de rodovias, por exemplo”, explicou o diretor-superintendente da Sudeco, Marcelo Dourado. As empresas interessadas podem procurar o órgão para apresentar os projetos. “A partir da publicação do decreto, o dinheiro fica disponível, mas estimamos que as contratações vão começar, efetivamente, em cerca de 10 dias, por questões estruturais”, completou.

Diferentemente do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), no qual o limite para o financiamento é de R$ 100 milhões, o FDCO só apoia projetos acima de R$ 50 milhões. “A ideia é motivar grandes obras relacionadas à infraestrutura, principalmente as ligadas à mobilidade urbana e às ferrovias. No Brasil, 75% do transporte são feitos com pneus e 25% sobre trilhos. Temos de inverter isso”, disse Dourado. Brasília tem apenas duas estações ferroviárias, a Bernardo Sayão, localizada no Núcleo Bandeirante, atualmente desativada, e a Brasília, na extremidade oeste do Eixo Monumental.

 

Correio Braziliense

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