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Frente Parlamentar da Água busca Exército para socorrer vítimas da seca

Ex--rcito-310x245Com experiências exitosas em obras hídricas, o 1º Grupamento de Engenharia  do Exército Brasileiro pode ser um aliado importante em  ações que resolvam problemas emergenciais da falta de água em várias cidades da Paraíba.

Na tarde desta segunda-feira (18), o presidente da Frente Parlamentar da Água, deputado Jeová Campos, se reuniu com os coronéis Pagotti, Chefe do Estado Maior do 1º Grupamento de Engenharia, e Carlos Alberto, Assessor parlamentar do Grupamento, para ver de que forma a instituição pode ajudar as cidades que estão com suas reservas hídricas comprometidas a ter água no menor tempo possível, seja através da perfuração de poços, distribuição de água em carros-pipa ou mesmo realizando obras de infraestrutura que complementam projetos da transposição do Rio São Francisco. O deputado Janduhy Carneiro também participou da reunião.

Segundo o coronel Pagotti as operações com carros-pipa não passam pelo Grupamento e são coordenadas, exclusivamente, pelo Comando Militar do Nordeste, cuja sede fica em Pernambuco.

“Os estados do Nordeste recebem a missão do Comando Militar do Nordeste, de forma que não posso adiantar nenhuma informação sobre esse assunto”, afirmou o coronel. O deputado Jeová solicitou, então, que fosse agendada uma reunião no Comando para buscar essas informações. “A ideia é ir ainda essa semana até o Comando, porque não podemos esperar muito, a questão é emergencial. Só estamos esperando a confirmação da data da reunião para irmos, a principio estamos vendo se ela acontece na quarta-feira à tarde”, destacou Jeová.

Em relação a perfuração de poços, o coronel Pagotti disse que o Exército tem equipamentos, inclusive perfuratrizes, que podem ser utilizadas na perfuração de poços e que já existe um levantamento e estudo geológico feito pela instituição que indica as áreas na Paraíba onde é possível perfurar poços e em encontrar água de boa qualidade e em quantidade satisfatória.

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Ainda segundo o coronel, além dos equipamentos, o Exército dispõe de mão de obra para execução dos serviços.

“Falta recursos para os insumos, para material de custeio, como tubulação, óleo diesel, bomba para os poços, tijolos para fazer a casa das bombas, além de alojamento para os profissionais, alimentação, etc. É possível sim fazer uma parceria com prefeituras e com o estado para viabilizar a perfuração de poços na Paraíba nos locais onde há mais necessidade”, disse o coronel Pagotti, lembrando que das 18 perfuratrizes destinadas ao Nordeste, 12 já foram entregues. “A Paraíba não tem máquinas, mas pode utilizar as três perfuratrizes novas que estão em Caicó”, disse Pagotti. De acordo com o coronel, atualmente, esses equipamento estão parados.

O presidente da Frente, perguntou ainda ao Coronel Pagotti se era possível o Exército executar a obra do canal que liga a Barragem de Caiçara e Engenheiro Ávidos, em Cajazeiras, num total de 13 km. “Sem esse canal,  que não existe no projeto inicial das obras de transposição das águas do Rio São Francisco, a água passará bem próximo de Cajazeiras, mas não chegará à cidade. Sem esse canal, a integração do Eixo Norte fica sem sentido”, explicou Jeová. Segundo o coronel, a principio a obra também pode ser feita pelo Exército, mas é preciso ver o projeto antes para estudar sua viabilidade.

MaisPB

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