Brasil

FHC: PT “cospe no prato em que comeu”

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta segunda-feira (25) que a presidente Dilma Rousseff é “ingrata” e que o PT “cospe no prato em que comeu”. Ele se referia às declarações de Dilma de que o governo petista, iniciado com Luiz Inácio Lula da Silva, “não herdou nada” da gestão tucana.

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— O que a gente pode fazer quando a pessoa é ingrata? Nada. Cospe no prato em que comeu.

O ex-presidente ainda afirmou que o PT “usurpou” o projeto tucano que começou a ser implantado em seus mandatos.

— O que aconteceu no Brasil foi usurpação de projeto. Só que como ele é usurpado, não faz direito. Vai e vem, recua, não tem coragem de dizer que vai privatizar. Eles (petistas) tinham duas grandes metas. Uma ligada ao socialismo e outra à ética. De socialismo nunca mais ninguém falou. E ética, meu Deus, não sou eu quem vai falar a respeito do que está acontecendo no Brasil.

O ex-presidente participou de evento promovido pelo PSDB mineiro em Belo Horizonte, intitulado “Minas Pensa o Brasil”, considerado o lançamento da candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência em 2014. Ao lado do parlamentar, FHC afirmou que “não é necessário” lançar a candidatura, mas adiantou que ela está sendo “construída”.

— Quanto ao que penso do senador Aécio, é conhecido.

Diálogo

Aécio Neves evitou falar sobre a própria candidatura, mas respondeu bem humorado sobre as declarações de Ciro Gomes, de que o mineiro, assim como os demais possíveis candidatos na eleição presidencial de 2014 “não têm nenhuma proposta para o Brasil”.

— O Ciro tem seu estilo e obviamente não vou polemizar com ele. Estou até com saudade das boas conversas que nós tínhamos no passado. Se tiver oportunidade, vou convidá-lo para uma (conversa). Talvez ele se surpreenda com o conjunto de boas ideias que temos para o Brasil, como tínhamos no passado.

O senador também preferiu não se estender sobre a possibilidade de o MPE (Ministério Público Estadual) de Minas reabrir investigação sobre repasses de recursos durante sua gestão no Executivo mineiro à Rádio Arco Íris, que tem como sócios o próprio Aécio e sua irmã Andrea Neves.

O caso deve ser decidido na próxima terça-feira (26) pelo Conselho Nacional do Ministério Público.

— Não sou a melhor pessoa para falar dessa questão. Conheço muito pouco disso. Mas acho que as explicações já foram dadas.

R7

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