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Ex-comandante geral da PM chama atenção para violência em Arara-PB

capa_30052016184717O ex-comandante geral da Polícia Militar da Paraíba, Coronel Kelson Chaves, divulgou, em sua página no Facebook, uma nota sobre a insegurança que o povo da cidade de Arara está vivendo.

Na postagem, ele comenta ter ficado estarrecido com as histórias ouvidas após uma visita feita na cidade no último final de semana e critica a falta de educação, saúde de qualidade e também de segurança, “além de sofrerem o flagelo da seca, não terem educação e saúde de qualidade, são consumidos pelo crime, organizado ou não, perpetrado por iniciantes despreparados ou meliantes experientes, atrevidos, agressivos e adeptos do terror. Arara vive esse cenário,” comentou.

 

Leia na íntegra o texto divulgado pelo Coronel Kelson

ARARA, AVE PROTEGIDA E CIDADE SOB TERROR!

Último final de semana, mais precisamente entre às 16h00, do sábado, dia 28, e às 10h00, do domingo, 29 do corrente, estive em Arara, distante de João Pessoa, 163 Km, de Campina Grande, outros 53,3 Km, e de Guarabira, não mais que 54 Km, portanto, próxima de grandes centros e, naturalmente, de estruturas de segurança pública capazes de respostas – pelo menos em tese -, rápidas e eficientes à prevenção e repressão criminais. Isso é o que se depreenderia, especialmente, mormente casos pontuais, onde a reação do Estado é reclamada por uma sociedade contribuinte e ordeira, esperançosa pela retribuição de quem é responsável direto pelo seu bem estar.

Durante a permanência naquela cidade, estarreceu-me as constantes histórias – sejamos sinceros -, vivenciadas em outros vários municípios do Estado que, além de sofrerem o flagelo da seca, não terem educação e saúde de qualidade, são consumidos pelo crime, organizado ou não, perpetrado por iniciantes despreparados ou meliantes experientes, atrevidos, agressivos e adeptos do terror. Arara vive esse cenário.

Nas primeiras horas, ouvi e conversei com pelo menos cinco pessoas vítimas de roubo, em pleno centro da cidade, por elementos armados, que impingem o terror às vítimas, as agridem com socos, pontapés e coronhadas e, por vezes, efetuam disparos na clara intenção de estabelecer o pânico na população que, indefesa, a tudo assiste. Indefesa, entendam, porque o frágil, diminuto e desmotivado efetivo policial existente – 02 PM, quando existe -, nada ou quase nada pode ofertar como resposta a esse acinte.

Afora esses cinco primeiros casos, conhecidos até à 00h00, do domingo, durante à madrugada, mais um roubo foi registrado, desta feita a um posto de abastecimento, vitimando frentista e clientes, cujas imagens terminaram sendo divulgadas nas redes sociais. Nesse caso, além de serem roubados, clientes tiveram os pneus de seus veículos, furados à bala. Na fuga, os autores do roubo, já em retirada e na via principal da localidade, ainda dispararam contra as portas da agência do Banco do Brasil que, como medida de segurança, não é abastecida durante os finais de semana e feriados. Detalhe, semana passada, grupo fortemente armado, “invadiu” a cidade e explodiu a agência do Bradesco. O Estado, nada pode fazer.

É verdade, é dinheiro de banco e segurado. Mais, o banco é privado, tem que dispor de segurança própria, o Estado não tem obrigação de proteger esses locais. É assim que alguns entendem, interpretam e encaram a questão mas, e o cidadão – homens, mulheres, cristãos, ateus, brancos, negros, amarelos, pardos e de qualquer gênero -, terá que continuar sendo vítima dessa sanha sem limites? Quanto ainda será o preço pago e vidas serão ceifaras, para que alguma medida seja tomada para frear esse tormento?

Pois bem, a ave ameaçada de extinção e a cidade sitiada pelo crime, pedem SOCORRO. A primeira, à humanidade; a segunda, ao sistema do Estado. Até lá, ambas continuarão sofrendo e aguardando ansiosamente pelo seu “Salvador”. É o apelo que faço, porque caso pudesse e dispusesse de meios, eu mesmo o faria.

NB.: ONTEM, A MISSA QUE SE REALIZARIA À NOITE, FOI CANCELADA PELO PÁROCO LOCAL, POR MOTIVOS DE INSEGURANÇA.

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