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Efeito Nadja: cientista político decreta ‘implosão’ do Blocão e põe Cássio como divisor de águas nas oposições

20131210184754Bastante atento aos desdobramentos da política local, o cientista político Ítalo Fitipaldi concedeu entrevista nesta terça (10) e deu a sua opinião sobre o mais novo fato na sucessão estadual: o lançamento da ex-deputada Nadja Palitot como pré-candidata ao Governo do Estado representando o Partido dos Trabalhadores (PT), fato que provocou amplo desdobramento no cenário político paraibano.

Segundo Ítalo Fitipaldi, a possível candidatura de Cássio Cunha Lima (PSDB) ao Governo no próximo ano altera por completo as pretensões da oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB). Inicialmente Fitipaldi mandou um recadopara aqueles que pensam em brincar de lançar candidatos:

“O lançamento da candidatura do PT é um empecilho para consolidação do Blocão, acredito que principalmente com os planos do ministro Aguinaldo Ribeiro (PP, pelo menos se esperava num primeiro momento é que o ministro saísse candidato para governador com o apoio do PT na vice ou pelo menos o apoio do PT saindo com um candidato ao Senado e me parece na atual conjuntura essa composição está comprometida e ao menos no primeiro turno acho que o PP e o PT não estarão juntos”, previu Fitipaldi, acreditando na implosão do Blocão.

Não satisfeito, o estudioso sentenciou um futuro nada animador para a sobrevivência do Blocão: “O lançamento dessa candidatura (Nadja) reflete numa falha e numa impossibilidade da consolidação desse Blocão!’, disparou.Fitipaldi também enumerou a força política do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) “A eleição com Cássio Cunha Lima é uma coisa, sem Cássio é outra coisa”, contou.

No entendimento de ítalo Fitipalidi algumas barreiras de Cássio precisam ser ultrapassadas:“A questão da candidatura de Cássio Cunha Lima tem um aspecto muito mais jurídico do que político, é natural de quem já foi governador deixe o Senado da República e se candidate novamente ao Governo do Estado, a final de contas senador não tem poder de caneta!”, pontuou, acrescentando que: “Acho que a vontade pessoal dele seja de uma candidatura, existe uma questão legal que precisa ser resolvida para esta candidatura se consolidar ou não”, pontuou.

NADJA NÃO!: As reações contrárias a pré-candidatura de Nadja provocaram grandes desdobramentos no âmbito do PT, quem também não gostou nada da forma como a indicação foi feita foi o deputado estadual Frei Anastácio, que é o líder do PT na Assembleia Legislativa da Paraíba. “Não concordo com a forma como foi lançado o nome da companheira, não tenho nada contra a companheira, mas vou exigir que o diretório estadual seja convocado para discutir o assunto”, avisou o parlamentar.

Frei Anastácio acrescentou que em toda história do PT, na Paraíba, nunca presenciou um ato semelhante. “No PT, as decisões são tomadas com democracia, com discussão, ouvindo todas as instâncias. A forma como foi lançado o nome da pré-candidatura não está de acordo com os preceitos do PT”, destacou o deputado.

Pelo interior do estado, os dirigentes locais também se manifestaram, não contra o nome de Nadja, mas sim contra a forma imperativa com que o nome da ex-vereadora foi colocado ‘de goela abaixo’ pela nova direção do PT da Paraíba. A primeira a se posicionar contrária a movimentação foi à vice presidente do PT na Paraíba, Giucélia Figueiredo, que disse na tarde de hoje, terça-feira (10), em entrevista a uma emissora de rádio, que o nome da ex-vereadora não representa a vontade de toda a executiva da sigla e sim apenas de um seguimento.

“Estou surpresa com esse movimento, esse não é um nome do Partido dos Trabalhadores, até porque o nome sairá e será fruto de um processo interno e que será homologado pelas instancias partidárias, e esse movimento de hoje não reflete as expectativas da sigla”, disparou Giucélia.

Ainda conforme a dirigente, ela foi informada, através do presidente do PT de João Pessoa que o nome a ser lançado hoje representaria a corrente que ele participa e não o nome oficial escolhido pela legenda.

“Nós não podemos sair com um nome de uma corrente e que não seja fruto do debate interno, o que eu sei é que eu respeito o nome de Nadja, mas ela é um nome de um seguimento”, asseverou.

E completou: “Onde foi que o nome dela foi sequer citado como opção, isso fere a democracia do partido, isso agride o conjunto partidário que não participou desse processo de debate”.

E você amigo internauta, o que achou do nome de Nadja Paletot como representante do PT na disputa eleitoral do próximo ano?Opine no espaço destinado aos comentários.


PB Agora

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