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Documentos vazados por Snowden mostram que EUA rastrearam a Petrobras

O vice-presidente Joe Biden visitou a Petrobras em maio e defendeu parcerias na área energética
O vice-presidente Joe Biden visitou a Petrobras em maio e defendeu parcerias na área energética

Enquanto o governo brasileiro aguarda as explicações dos Estados Unidos sobre a espionagem direta das comunicações da presidente Dilma Rousseff, novas denúncias feitas no domingo (8/9) pelo programa Fantástico revelaram que a maior empresa do Brasil, a Petrobras, também foi espionada. Documentos vazados pelo ex-colaborador da Agência de Segurança Nacional (NSA) Edward Snowden ao programa mostraram que a rede privada de computadores da Petrobras foi alvo do serviço secreto. Os documentos foram repassados ao jornalista e ativista americano Gleen Greenwald, que vive no Rio de Janeiro. Na audiência pública no Senado em que participou no início de agosto, Greenwald já havia declarado que o interesse dos serviços secretos americanos não dizia respeito apenas à segurança, mas a disputas comerciais e industriais dos EUA.

Segundo a reportagem veiculada ontem, nos slides utilizados pela NSA em uma apresentação durante um treinamento feito em maio do ano passado, o nome da petroleira brasileira é citado várias vezes em exemplos de como ocorre o procedimento. O objetivo seria o acesso a esse tipo de rede usada por empresas para guardar informações sigilosas. A empresa Google, o Ministério das Relações Exteriores da França e a rede do Swift, cooperativa que reúne mais de 10 mil bancos, também são citados. De acordo com a reportagem, para cada alvo, é criado uma pasta onde são armazenados dados das comunicações interceptadas e os endereços de IP, a identificação de computadores ligados à rede privada que “deveria estar imune aos ataques”.

Procurada pelo Correio, a Petrobras informou, pela assessoria de imprensa, que não comenta o assunto. O Planalto e o Itamaraty também não se pronunciaram. O Fantástico afirmou que, em nota, a NSA negou usar sua “capacidade de espionagem internacional para roubar segredos comerciais de companhias estrangeiras para dar vantagens competitivas a empresas americanas”.

 

Correio Braziliense

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