Paraíba

Deputado questiona certificado recebido pelo Trauma de JP

20131204154550_03“Queremos aqui cobrar explicações sobre o IPASS, que certificou o Hospital de Trauma com o título de Acreditação. Pouca gente vai acreditar, naturalmente, mas o fato é que este título foi vendido ao Governo. Quais foram os critérios usados para certificar o Hospital de Trauma? Como é que se admite um Hospital nestas condições? Agora estou exibindo novamente as fotos que já foram exibidas aqui nesta Casa, na imprensa, e que foram feitas no mesmo momento em que esse tal de IPASS estava preparando o certificado fraudado.”

Assim o deputado estadual Anísio Maia (PT) iniciou seu pronunciamento nesta quarta-feira (04/12) em sessão da ALPB. O Instituto de Pesquisa e Planejamento para a Acreditação de Saúde (IPASS) conferiu ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, no final de novembro, o certificado de Acreditação, uma espécie de ISO da saúde.

Anísio exibiu novamente no telão da Assembleia as fotos que ele mesmo registrou no Hospital em visita de uma comissão de deputados no dia 29 de outubro, e sugeriu: “Qualquer pessoa pode ligar para esse IPASS e vão lhe dar a tabela de quanto custa um certificado desses. Podem ligar no seguinte número: (41) 3353-5770. Eu mesmo liguei duas vezes. Lá fui informado que basta mandar um e-mail, e eles respondem informando o custo do serviço, mostrando que não tem nada de ‘entidade sem fins lucrativos’ mesmo”.

O deputado relatou que, na sexta-feira, dia 22/11, uma enfermeira da UTI lhe ligou para denunciar que os aspiradores de oxigênio estavam com defeito, com apenas um em funcionamento neste dia e que os filtros dos aspiradores estão sem manutenção.

Também não há câmaras bariátricas funcionando para a recuperação de queimados, pois as que existem estão paradas há meses. “Um hospital de emergência que não tem uma câmara bariátrica! E esta entidade fraudulenta chamada IPASS vendeu um certificado ao Governo, que pagou caro! Esta entidade é igual à Cruz Vermelha, constituída com fins de fraudar o serviço público, de comprar e vender certificados. É tão falsa quanto a Cruz Vermelha e tão mentirosa quanto o Governo que lhe pagou, porque uma entidade séria não aceitaria um papel inescrupuloso desses!”.

E finalizou: “Vamos continuar investigando isso. Vamos cobrar deste IPASS os critérios utilizados porque a opinião pública não pode continuar sendo enganada assim com essas entidades falsas vendendo certificado pelo Brasil inteiro”.

Assessoria Mais PB 

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