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Deputado federal defende o Poder Legislativo

Ruy
Ruy

O deputado Ruy Carneiro (PSDB) disse que nenhum sistema eleitoral é perfeito. O que está em vigor, segundo ele, desagrada à população e parte da classe política. Com relação ao projeto de reforma política de iniciativa popular, ele declarou que é importante que a população seja ouvida, mas ressaltou que os anseios sociais são por mudanças imediatas e isso não é possível.

Apesar de defender a discussão do tema com a sociedade, Ruy saiu em defesa das prerrogativas do Poder Legislativo. “Eu acho que o Legislativo tem que ser respeitado, pois ele tem que seguir um rito, mas o povo quer respostas em curto prazo e este é um assunto para ser resolvido, pelo menos, em médio prazo”, explicou.

Ruy defende a organização de um calendário para discutir os temas relacionados à reforma política. “Só assim, a matéria poderia, realmente, ser votada. Até porque, esta questão é muito complexa, pois existem inúmeros projetos que tratam do tema e que há anos não se chegou a um consenso em nenhum deles”, destacou o parlamentar.

“Se o governo tivesse interesse, já teria votado o projeto que trata da reforma política, mas ele não tem interesse de reformular este modelo viciado que mantém o PT no poder”. A declaração é o deputado federal Efraim Filho (Democratas).

Ele disse ainda que defende o projeto que está em tramitação na Câmara, mas ressaltou que alguns pontos da proposta de iniciativa popular sejam incorporados. “Eu sou contra o plebiscito que a presidente propôs, pois isso demandaria mais tempo e gastos superiores a R$ 400 milhões”, justificou Efraim.

Regras aplicadas em 2014

O deputado Benjamin Maranhão (PMDB) acredita que o Congresso tem plenas condições de votar o projeto de reforma política em tempo hábil para que as novas regras sejam aplicadas na eleição de 2014. “Se houver vontade política, isso é possível, sim”, reforçou o peemedebista.

Benjamin acredita que o projeto que deve ser votado é o que já está em tramitação. Ele acredita que a proposta de iniciativa popular vai demorar a chegar ao Congresso Nacional. “Para isso, é necessário ter o mínimo de assinaturas”, lembrou. O parlamentar destacou que nada inviabiliza que as propostas de iniciativa popular sejam incorporadas ao projeto que está pronto para ser votado no Congresso.

“Esse projeto (de iniciativa popular) pode ser convalidado com a assinatura dos parlamentares. Isto é o que pode ser feito, para que haja agilidade em sua votação”, explicou Benjamim acrescentando que os temas que envolvem a reforma política são extremamente polêmicos.

Unificação de propostas

Já o deputado federal Wilson Filho, também do PMDB, defende que o projeto de iniciativa popular seja analisado pelos parlamentares para que se viabilize a possibilidade de incorporá-lo ao projeto que está em tramitação no Congresso. “Na votação, podemos unificar as propostas e construir um projeto mais completo”, sugeriu.

Para Wilson Filho, a reforma política não foi votada até o momento, porque os parlamentares não conseguiram chegar a um consenso em torno de nenhum tema. “Imagine 513 deputados e 80 senadores, cada um com um modelo de reforma perfeito e ideias diferentes. Cada um pensando de uma forma quando se precisa ter um consenso”, disse o parlamentar.

Portal Correio

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