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Crédito imobiliário bate recorde no primeiro semestre e chega a R$ 49,6 bi

Oferta de empreendimentos cresce, mas preços ainda estão muito altos
Oferta de empreendimentos cresce, mas preços ainda estão muito altos

Depois do carro financiado e da TV de tela plana, a classe média brasileira agora mira a casa própria. Nos primeiros seis meses do ano, o volume de empréstimos carimbados para a compra e reforma de imóveis alcançou a marca recorde de R$ 49,6 bilhões, segundo dados divulgados ontem pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). A cifra representa alta de 34% sobre os R$ 37 bilhões liberados no primeiro semestre de 2012, e diz respeito apenas às operações contratadas junto ao Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), cujos recursos são custeados pela caderneta de poupança. Nessa linha de crédito, os juros variam entre 5,79% ao ano, no caso da Caixa Econômica Federal, e 15,93% ao ano, no caso da Poupex, conforme levantamento do Banco Central (BC).

Tamanho é o volume de recursos utilizados para a compra da casa própria que a Abecip já projeta, ainda para 2013, que o crédito imobiliário alcance a marca igualmente recorde de 8,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Até 2015, porém, a estimativa é de que esse indicador some 10% das riquezas geradas pelo país, número ainda considerado tímido para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria de Construção (CBIC), Paulo Safady Simão. “Eu entendo que essa projeção certamente será atingida, mas considero esse patamar ainda bem baixo se compararmos com o que acontece no mundo, o que mostra que estamos bastante atrasados quando o assunto é crédito imobiliário”, disse.

 

Correio Braziliense

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