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Comércio já espera queda nas vendas com greve de bancários e Procon orienta clientes

Bancos em greveA greve dos bancários começa nesta quinta-feira (19) por tempo indeterminado e já deve causar muitos problemas para clientes e comerciantes paraibanos. Entretanto, o sindicato da categoria garante que os consumidores têm alternativas para evitar aborrecimentos e outras dificuldades com pagamentos de contas.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários, Marcos Henriques, todos os terminais de autoatendimento continuarão funcionando normalmente durante o período de greve. Apesar disso, as empresas credoras deverão oferecer formas e locais secundários para a realização dos pagamentos, seja por internet, boleto bancário, telefone, casa lotérica ou até mesmo na sede da empresa.

O Procon municipal orienta que caso alguém não consiga efetuar pagamentos devido à greve, terá que reunir documentos como fatura e protocolos, se ocorrer através da internet ou telefone, ou até mesmo boletim de ocorrência, que poderão ser necessários para negociar com a empresa credora sem que haja cobrança de juros.

“Os consumidores não devem se isentar das obrigações de efetuar o pagamento das contas. O autoatendimento não terá o funcionamento afetado. O cliente deverá ficar atento para não ser prejudicado”, alerta a coordenadora do Procon Municipal, Nadja Palitot.

A Câmara dos Dirigentes Logistas de João Pessoa (CDL) afirma que o comércio vai sofrer prejuízos com a diminuição na circulação do dinheiro. Porém, o órgão informa que ainda não é possível mensurar quanto deixará de ser lucrado e arrecadado durante a greve.

Segundo a CDL, esse prejuízos ocorrem também porque as pessoas ficam temerosas por não saberem quanto tempo os bancos devem ficar parados, o que pode atrapalhá-las no pagamento das contas. Apesar disso, o presidente da CDL, Eronaldo Maia, lembra que os consumidores terão mais facilidade de manter o consumo com utilização do ‘dinheiro de plástico’, em operações de crédito ou débito, mas devem evitar as cédulas em espécie e os cheques.

Greve

A greve bancária parte de uma decisão tomada após várias tentativas de negociações com o Comando Nacional dos Bancários e com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A paralisação é nacional e deverá atingir cerca 120 agências e 4 mil trabalhadores, que esperam conseguir além do aumento nos salários, mais segurança e melhores condições de trabalho nas agências.

 

No último dia 5 de setembro, o Comando Nacional dos Bancários considerou insuficiente a proposta dos bancos de reajustar em 6,1% as verbas salariais, quando a categoria reivindicou 11.93%, ou seja, um aumento real de 5%.

“A jornada de trabalho do bancário contém assédio moral e cobrança de metas abusivas. Isso ocorre de maneira desproporcional à realidade socioeconômica da região, o que tem causado doenças nos funcionários, inclusive dos novos trabalhadores que estão com problemas de saúde de forma muito precoce”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Marcos Henriques.

Clique aqui e leia mais sobre a greve dos bancários.

Portal Correio

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