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Cinegrafista fica gravemente ferido em protesto no centro do Rio de Janeiro

0602rjprotestocentralbrasildanielramalhoterra8Um protesto contra o aumento da tarifa de ônibus acabou em confusão no centro do Rio de Janeiro nesta quinta-feira. O grupo de 500 pessoas marchou em direção à Central do Brasil e pulou a catraca aos gritos de “pula que é de graça”, danificando algumas roletas.

O policiamento foi reforçado com a presença de homens do Batalhão de Choque. Os manifestantes tentaram chegar na plataforma de embarque, quando foram impedidos pela polícia. A Polícia Militar expulsou os manifestantes, fazendo com que o comércio na estação baixasse as portas. Muitos black blocs arremessaram lixeiras.

Policiais jogaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes que ocupavam a estação de trem e muitos passageiros passaram mal dentro da Central do Brasil, onde era forte o cheiro de gás.

Do lado de fora, manifestantes atearam fogo em pilhas de lixo no meio da rua. Diversas fogueiras foram acesas nas ruas em torno da Central do Brasil, prejudicando o tráfego de veículos, que ficou praticamente paralisado na região. Passageiros que não participavam do protesto correram assustados sem saber o que fazer para fugir das pedras arremessadas pelos manifestantes e das bombas de gás jogadas pela polícia.

O clima é tenso na central, principal estação de trem do Rio, de onde partem todos os ramais. Apesar do tumulto, o transporte de passageiros não foi interrompido. A PM faz cordão de isolamento para os passageiros entrarem sem passar pelas roletas nos trens. A SuperVia, empresa responsável pelo transporte de trens no Rio de Janeiro, decidiu liberar as catracas da Estação Central do Brasil para o embarque de passageiros a fim de evitar mais tumulto no local, ocupado por manifestantes.

Manifestação causou correria dentro da estação, mas operação dos trens não ficou prejudicada. Foto: Daniel Ramalho / Terra

Um cinegrafista da Band ficou ferido depois que uma bomba estourou ao lado dele. Ele foi encaminhado ao Hospital Souza Aguiar, para onde também está indo a direção da emissora. “Estava indo para casa quando bem ao meu lado eu ouvi um estrondo. Quando olhei, vi ele caído, desacordado, com um buraco na cabeça. Ele sangrava muito”, afirmou o operário de construção civil Carlos André Silva, 24 anos, que testemunhou a cena.

O fato ocorreu bem ao lado do Palácio Duque de Caxias, sede do Comando Militar do Leste, e em frente à Central do Brasil. O cinegrafista se refugiava em uma árvore.

Uma mulher teve um corte profundo no braço direito em função de cacos de vidro que foram em sua direção após uma pedra atingir uma vidraça da estação. Funcionários da Supervia tentam chamar o Samu enquanto socorristas voluntários tentam estancar o sangramento.

O movimento é organizado pelo Movimento Passe Livre, que protesta contra o aumento da passagem de ônibus da rede municipal. A nova tarifa passa a vigorar no sábado, com o valor passando de R$ 2,75 para R$ 3.

Muitos black blocs participam da manifestação, junto com militantes do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), além de bandeiras do PSTU e do Psol. Às 18h40, o grupo interditava duas faixas da avenida Presidente Vargas no sentido Central do Brasil. A Polícia Militar acompanhava o protesto com cerca de 100 homens alfa-numéricos (sem identificação).

No trajeto até a Central do Brasil, o grupo gritava palavras de ordem como “ei, Fifa, paga a minha tarifa”, além de cantos contra o governador Sérgio Cabral e o tradicional “não vai ter Copa”.

6 de fevereiro – Diversas fogueiras foram acesas nas ruas em torno da Central do Brasil Foto: Daniel Ramalho / Terra
Fonte: Terra

 

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