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Carros populares brasileiros oferecem risco de morte, diz entidade

latin_ncap_ford_ka_2011_290_193-300x199A segurança veicular passou a ser um assunto mais sério na América Latina desde que o Latin NCAP começou a pôr à prova os veículos à venda nessa região, em 2012. A instituição é o braço latino-americano do Euro NCAP, o mais importante e respeitado órgão de avaliação sobre segurança em automóveis no mundo.

Segundo pesquisa da instituição, a América Latina consumiu em 2012 mais de 450 mil carros que oferecem risco de morte no caso de acidentes, a maior parte no Brasil, maior mercado da região. “Esses carros conquistaram um ou nenhuma estrela nos crash-tests. São na maioria o primeiro veículo de muitas famílias”, explicou Alejandro Furas, diretor técnico do Global NCAP, no comunicado.

Na nota que avisa sobre a próxima bateria de testes, cujos resultados serão divulgados dia 24 de julho no México, o Latin NCAP também divulgou que vai aumentar os critérios de avaliação para os carros à venda em países na América Latina a partir deste ano até 2015.

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Na classificação do Latin NCAP, os carros que oferecem riscos são modelos como o Chevrolet Celta,Fiat PalioFord KaJAC J3Peugeot 207VW GolRenault Sandero, entre outros. Todos esses carros, com exceção do J3 importado da China, são produzidos no Brasil.

Novos critérios

Veículos antes classificados com apenas uma estrela em segurança agora terão pontuação zero, segundo os novos critérios de avaliação do Latin NCAP. A intenção da instituição com as novas regras é ser mais incisivo e claro ao separar os veículos que oferecem uma segurança ruim dos que têm condições aceitáveis.

Veja mais: Sandero e J3 vão muito mal em crash-test

“Se no crash-test de determinado carro for registrada alguma lesão que apresente risco de vida ao ocupante, a pontuação automaticamente será de apenas uma estrela. Esse critério será considerado nos testes a partir deste ano até 2015”, contou Furas.

Alcançar a pontuação máxima de cinco estrelas também será mais difícil, adiantou o Latin NCAP. Para isso, o veículo avaliado terá de conseguir boas notas em testes de impacto frontal, choques laterais e terão de ser equipados com alerta sonoro de cinto de segurança e sistema de freios ABS com quatro canais, tecnologia que permite a instalação do controle eletrônico de estabilidade. Até o momento nenhum automóvel testado na região conseguiu uma nota superior a quatro estrelas.

iG

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