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Câncer faz 683 vítimas na Paraíba

3Entre janeiro e março deste ano, 683 pessoas perderam a vida em decorrência de câncer na Paraíba. A média foi de 7 casos por dia, segundo dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) da Secretaria de Estado da Saúde (SES). O número é 20,39% menor em relação aos 858 registros dessa natureza feitos no mesmo período do ano passado.

Os números ainda mostram que os idosos foram as principais vítimas da doença, em 2014. Do total de 683 mortes ocorridas no primeiro trimestre deste ano, 567 possuíam mais de 50 anos de idade. Ainda foram registrados oito óbitos de pessoas com menos de 14 anos de vida e outras 109 mortes de habitantes com faixa etária de 14 a 49 anos.

O câncer já causou mortes em 88 dos 223 municípios paraibanos. João Pessoa (336), Campina Grande (131), Patos (25), Cajazeiras (11), Sousa ( 11), Sumé ( 8), Monteiro (8), Picuí (8), Rio Tinto (7), Pombal (7), Guarabira (6), Itabaiana (6), Santa Rita (5) e Solânea (4) foram as localidades que apresentaram as maiores quantidades de ocorrência.

De acordo com o SIM/ SES, o câncer aparece como a segunda maior causa de mortes na Paraíba neste ano. A quantidade de óbitos causados pelos tumores só é menor que em relação às doenças do aparelho circulatório, que este já mataram 1.407 pessoas entre janeiro e março deste ano.

No entanto, as mortes cancerígenas ultrapassaram o número de vítimas que perderam a vida em virtude de doenças parasitárias (170), de problemas sanguíneos (24), de complicações endócrinas (420) e de deficiências do sistema nervoso (125).

Na Paraíba, a instituição considerada referência no tratamento do câncer é o Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, que atende cerca de 3,5 mil pessoas por mês. A unidade de saúde possui equipe multidisciplinar e dispõe de 140 leitos e realiza a média mensal de 350 cirurgias oncológicas.

Além dele, existem outras duas unidades de saúde que realizam diagnóstico e iniciam o tratamento contra a doença. Uma delas é o Hospital da Fundação Assistencial da Paraíba (FAP), que fica em Campina Grande, a 128 quilômetros da capital. Já a terceira instituição é o Centro de Diagnóstico do Câncer (CDC), que entrou em funcionamento em João Pessoa, no ano passado.

Outra unidade de saúde começou a ser construída no município de Patos, localizado no Sertão do Estado. Em outubro do ano passado, o governo do Estado assinou uma ordem de serviço para a construção de um hospital oncológico na cidade. A medida tem a finalidade de beneficiar a população residente nessa região.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, regional Nordeste, Marcos Aurélio Fonseca Magalhães, a construção dos centros de saúde não deve reduzir, imediatamente, a quantidade de casos de câncer na Paraíba. “Com certeza, a instalação desses estabelecimentos vai melhorar um pouco a assistência aos pacientes. Mas teremos que esperar um pouco ainda para fazermos uma avaliação melhor sobre esses serviços e analisarmos os resultados”, disse.

O médico lembrou que a demora no diagnóstico e no início do tratamento ainda são as principais dificuldades no combate ao câncer. Por isso, é preciso que o governo faça investimentos nessas áreas. Com 29 anos de experiência no tratamento de câncer, Marcos Aurélio acrescenta que outro fator que alavanca o número de mortes é a assistência médica deficiente.

No Estado, só existem unidades preparadas para atender portadores de câncer em Campina Grande e em João Pessoa.

As pessoas que moram em outros municípios precisam migrar para essas duas cidades em busca de assistência.

O especialista defende que os serviços de oncologia fossem pulverizados no Estado e não ficassem concentrados apenas em duas ou três cidades. Para ele, os atendimentos especializados deveriam também ser oferecidos nas cidades Patos, Sousa e Cajazeiras, onde existem polos populacionais.

Com Jornal da Paraíba

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