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Barragens da região de Guarabira começam a sangrar, mas ainda há cidades em colapso

As chuvas caídas nos últimos dias na região de Guarabira têm acumulado água nas barragens responsáveis pelo abastecimento de água de dezenas de municípios. Algumas delas já começaram a sangrar e outras já registram recargas consideráveis, permitindo até a suspensão de racionamento.

De acordo com monitoramento feito pela Cagepa, até o presente momento já estão sangrando as barragens de Araçagi (abastece Guarabira, Araçagi e Pilõezinhos) São Salvador (abastece Sapé Sobrado, Mari, Mulungu, Gurinhém e Cajá/Caldas Brandão) e Suspiro (reforça abastecimento de Sertãozinho, Duas Estradas, Serra da Raiz e Lagoa de Dentro).

A barragem de Lagoa do Matias, que atende os municípios de Belém, Caiçara e Logradouro está se aproximando de 90% de sua capacidade e falta menos de 70 centímetros em sua lâmina d’água para sangrar.

Embora alguns mananciais estejam em condições favoráveis em armazenamento de água outros precisam ainda de recarga para garantir abastecimento sem racionar água. É o caso da barragem de Canafístula 2, que está com apenas 25% de sua capacidade, e atende Bananeiras, Solânea, Araruna e Cacimba de Dentro. Esses municípios estão submetidos a racionamento.

Quem também precisa de mais recarga é a barragem de Canafístula 1 (está com 30% da capacidade), que abastece Pirpirituba, Sertãozinho, Duas Estradas, Serra da Raiz e Lagoa de Dentro, e estão em rodízio de racionamento. Entretanto, a situação é bem melhor agora com o aporte de água recebido recentemente e a tendência é acumular ainda mais, sinalizando a possibilidade real de encarrar o racionamento.

Outras cidades que estão com abastecimento constante são Alagoa Grande, atendida com água da barragem de Pitombeira, e Pilões, que é abastecida com água da barragem de Saulo Maia. As duas em condições favoráveis em acúmulo de água.

Mas na região a situação ainda é crítica para os moradores das cidades de Dona Inês, Tacima, Damião e Riachão, que dependem de água da barragem de Jandaia, que entrou em colapso desde o ano passado e não tem acumulado água suficiente para voltar a opera o sistema. Os moradores estão sendo abastecidos através de carros pipa e não há previsão para serem atendidos com água produzida pela Cagepa.

 

portal25horas

 

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