Destaques

Audiência de conciliação entre Governo e Forças de Segurança é remarcada

Foi realizada na manhã desta sexta-feira (28), no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB), uma audiência de conciliação entre representantes do Governo do Estado e entidades das Polícias Militar, Civil e Bombeiros, com a finalidade de resolver o imbróglio referente à proposta de greve.
Conduzida pelo desembargador Leandro dos Santos, que é relator do caso, a audiência foi suspensa e terá continuidade na próxima sexta-feira (6), às 9h, no TJ-PB, após análise das contrapropostas que serão apresentadas pelas categorias até a segunda-feira (2).
Conforme decisão liminar do magistrado, proferida no último dia 19, qualquer movimento de greve ou de paralisação de policias na Paraíba é considerado ilegal.

Desembargador otimista

O desembargador Leandro dos Santos acredita que a negociação será realizada com êxito e afirmou que os resultados da audiência foram importantes.  “Cada um pode se manifestar a favor ou contrariamente e, com a análise da proposta e contrapropostas, a gente espera chegar, na próxima sexta-feira (6), ao fim desejado por todos e, principalmente, pela sociedade. Não queremos exemplos negativos, como temos visto em outros Estados”, enfatizou.

Proposta do Governo

O secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social, Jean Nunes, explicou que, neste momento, o Governo ofereceu a incorporação de 30% da Bolsa Desempenho, em 36 parcelas, e mais 5% na Bolsa dos policiais ativos para julho. Houve contestação por parte das entidades.
O secretário afirmou que a tentativa de conciliação é algo extraordinário, por trazer luz aos problemas colocados em mesa. “As partes apresentaram suas contrapropostas, e, para isso, foi designado mais um tempo, para que, até a próxima sexta-feira, possamos efetuar alguns estudos. A expectativa é que consigamos avançar no diálogo”, disse.

Categoria contestou

Já o delegado Sterferson Gomes Nogueira Vieira, da Associação de Defesa das Prerrogativas dos Delegados de Polícia Civil da Paraíba (ADEPDEL), expôs que foi delineado, em média, pelo Estado, uma repercussão financeira em torno de R$ 454 milhões, e que a categoria trabalhará para apresentar uma proposta em torno do valor, em busca de um entendimento.
“Foi apresentada, hoje, uma repetição do que ocorreu na última sexta-feira, com alguns acréscimos em torno dos penduricalhos. Nossa preocupação é com o salário do policial que sai às ruas todos os dias, arriscando sua vida, podendo ser alvejado e vir a perder 50% de sua remuneração. A questão é salarial. A iniciativa do Judiciário está propiciando que as coisas sejam postas de forma mais clara. Pudemos explicar as divergências ocorridas e alguns caminhos”, declarou.
Portal Correio

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fechar

Adblock Detectado

Considere nos apoiar desabilitando o bloqueador de anúncios