Paraíba

Aplicativo é utilizado para tratamento de feridas e redução do tempo de cura

Marina Sandrelle apresenta aplicativo
Marina Sandrelle apresenta aplicativo

Um aplicativo desenvolvido em parceria da clínica Cicatriza com a empresa de desenvolvimento PL Soft, ambas localizadas em Campina Grande, está ajudando no tratamento de pacientes com feridas. O programa foi apresentado ontem no IV Congresso Brasileiro de Tratamento de Feridas, realizado no Centro de Convenções Ronaldo Cunha Lima, em João Pessoa. O recurso já é usado pela clínica há pelo menos seis meses e é usado em computadores e tablets. No programa, são registradas todas as etapas do tratamento da ferida, através de fotografias e relatórios da condição do paciente, o que ajuda definir as medidas mais eficientes para um tratamento mais rápido. Os enfermeiros podem, inclusive, acessar estes dados de casa, podendo analisar o tratamento de maneira mais profunda.

Segundo a enfermeira responsável pela apresentação do aplicativo, Marina Sandrelle, a clínica Cicatriza tem 187 pacientes ativos no momento, todos eles sob o acompanhamento digitalizado. “Com esse acompanhamento, conseguimos caracterizar melhor as feridas. Fotografamos os ferimentos diariamente e fazemos o registro de quando o paciente de chegou, quanto tempo ele tem de tratamento. Isso tornou a cicatrização mais eficiente”, afirmou Marina.

Sobre a possibilidade de implantar este sistema no serviço público de saúde, Marina comentou que o Sistema Único de Saúde (SUS) já possui um sistema próprio e que, a princípio, ele atende apenas estabelecimentos particulares. “O sistema, por enquanto, é voltado para clínicas e ambulatórios particulares. Temos a esperança de que, no futuro, surja a oportunidade e o SUS possa adotar este sistema”, disse Marina.

A enfermeira Wanessa Coimbra, que trata pacientes com feridas em Anápolis (GO) conheceu o aplicativo na palestra. Ela acha que este recurso pode melhorar atendimento para a clínica que ela trabalha, onde são atendidas de 25 a 30 pessoas por mês. “Atualmente fazemos o acompanhamento por fichas manuscritas, que depois são digitadas no computador. Com esse programa, podemos ter mais agilidade, qualidade e eficiência nos tratamentos”, destacou Wanessa.

Por Jornal Correio da Paraíba/Júlio Silva

Portal Correio

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