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Apenas 2% dos profissionais da Educação têm imunização completa contra Covid em João Pessoa

Às vésperas da abertura das escolas para aulas presenciais, 85 profissionais de ensino básico recusaram a vacinação contra a Covid-19 em João Pessoa. De acordo com a Secretaria de Educação e Cultura (Sedec), o índice é pequeno comparado ao total de vacinados na estimativa do grupo de 8.335 pessoas, no entanto, a gestão municipal tem apenas 2% do efetivo com a imunização completa. Levantamento foi solicitado com exclusividade pelo Portal T5. 

De acordo com a Diretoria de Ensino, Gestão e Escola de Formação, a justificativa de recusa dos profissionais foi solicitada através de um formulário e os profissionais sem imunização não devem ser incorporados no retorno às aulas presenciais. “A Secretaria está estudando como agir nesses casos, mas o servidor que não tomou a vacina não pode retornar à escola”, disse a supervisora escolar Clévia Suyene Cunha ao Portal T5. 

Entre as motivações de recusas, houve impedimento pelo período inferior ao intervalo entre as vacinas contra a Covid-19 e contra a Influenza (de 14 dias); contraindicações médicas e motivação ideológica. “Cada caso será apurado individualmente, mas ainda não há posição definida”, explicou a supervisora.

Imunização incompleta

Conforme o Painel de Vacinação de João Pessoa, a maioria dos profissionais do ensino básico da rede pública e privada recebeu apenas a primeira dose do imunizante (17.750 pessoas). Dados fornecidos pelo Portal da Transparência, apontam que apenas 33 pessoas desse grupo completaram a imunização com a segunda dose e 140 profissionais receberam dose única. A vacinação para esse grupo iniciou no dia 16 de maio.

A previsão para o retorno das aulas presenciais na rede municipal é para o mês de agosto, mas ainda não há data definida.

Em instituições públicas, João Pessoa tem tem 18.010 alunos matriculados na Educação Infantil. Essas crianças estão divididas em 781 turmas, representando cerca de 23 estudantes por sala de aula.

Devido ao grande número de crianças, a Sedec decidiu dividir as turmas nos Centros de Referência em Educação Infantil (Creis). “Tivemos que abrir 23 anexos e, pensando já nesse retorno, estamos elaborando estratégias para que cada unidade consiga atender as crianças com qualidade e segurança seguindo todos os protocolos de prevenção à Covid-19”, disse a diretora do Departamento de Educação Infantil, Maria Sonaly Machado.

Professores contra

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município (Sintem), 95% dos participantes indicaram que só se sentem seguros para o retorno com a aplicação da segunda dose da vacina contra Covid-19. Neste mês, o sindicato realizou um questionário para o levantamento da opinião dos trabalhadores.

O profissionais ainda acrescentando que é necessário ter condições estruturais adequadas nas escolas para o cumprimento dos protocolos sanitários.

Governo federal

Nesta semana, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu o retorno, mesmo sem imunização completa de professores. “Eu acho que (as aulas) já deveriam ter voltado antes, para ser sincero, porque os nossos adolescentes estão sendo prejudicados. Não tem exigência de vacinar professores, isso é invencionice. O que precisamos são protocolos de segurança: uso de máscara, testagem… Nós vamos fazer isso”, declarou o paraibano em conversa com jornalistas na sede do Ministério.

Em pronunciamento, o ministro da educação, Milton Ribeiro, recomendou que estados e municípios retornem às aulas presenciais.

Portal T5

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