Paraíba

Apenados de presídio em Campina produzem mais de 10 mil tijolos para dobrar a capacidade de vagas na unidade

201310210611450000007295A Penitenciária Raymundo Asfora (Serrotão), em Campina Grande, vai dobrar o seu número de leitos com a reforma que está sendo feita nos pavilhões da unidade. O trabalho é realizado com a mão de obra dos próprios detentos, que desde o início das atividades já produziram mais de 10 mil tijolos dentro da própria unidade.

De acordo com o secretário Wallber Virgolino, o presídio foi construído no ano de 1990 com capacidade para 280 vagas e deverá ter o dobro de cômodos quando as obras forem concluídas. “Queremos chegar a 600 leitos no presídio. A unidade tem hoje mais de 700 apenados, mas a Justiça já determinou a transferência de 50 deles. Dessa forma, a questão da superlotação carcerária, que é uma realidade em todo o Brasil, não será mais um problema no presídio do Serrotão nos próximos meses”, disse o secretário.

A produção serve também para reformar outras unidades. No mês passado, dois mil tijolos foram encaminhados à Casa de Albergue do Monte Santo. Os presos produzem também as placas de cimento que são usadas para fazer as camas.

O diretor do Serrotão, Manoel Eudes Osório, informou que os detentos trabalham de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h. “É mais uma forma de ocupação que temos aqui no presídio. Nós sabemos que o trabalho dignifica o homem, e neste caso em especial, porque os presos estão fazendo uma ação em prol da sociedade, que é recuperar e ampliar o patrimônio público”, frisou Manoel.

Outras atividades – No presídio do Serrotão existem presos ocupados ainda nas aulas diárias da escola, nos cuidados com uma horta, na plantação de mudas, produção de sabão, aulas de teatro e informática, além da biblioteca itinerante.

 

Assessoria

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