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Analgésicos comuns podem aumentar risco de tipo de arritmia cardíaca

2 Um novo estudo descobriu que os analgésicos populares, conhecidos como antiinflamatórios não esteroides, talvez aumentem o risco de contrair fibrilação atrial – o tipo mais comum de arritmia cardíaca.

Pesquisadores holandeses acompanharam durante o período médio de 13 anos 8.423 pessoas com idade média de 69 anos, cujo ritmo cardíaco estava normal no início do estudo. Durante esse período, 857 participantes desenvolveram fibrilação atrial.

Em comparação com as pessoas que nunca tinham tomado antiinflamatórios não esteroides (como ibuprofeno e aspirina) o uso atual ou recente desses medicamentos estava associado a um aumento de 80% no risco de fibrilação atrial. O estudo foi publicado online no periódico BMJ Open.

Os cientistas controlaram variáveis como pressão arterial, nível de colesterol, tabagismo e outros fatores de risco cardiovascular, mas a associação persistiu.

Entretanto, eles não conseguiram comprovar a existência de uma relação causal e as razões da associação continuaram incertas. Uma das teorias afirma que os medicamentos geram aumento da pressão arterial e retenção de líquidos, o que pode afetar a função cardíaca.

Bruno H. Stricker, autor sênior do estudo e professor de farmacoepidemiologia no Centro Médico da Universidade Erasmos, em Roterdam, afirma que os medicamentos também foram associados ao risco de aterosclerose coronariana e ataque cardíaco.

“Eu aconselho com veemência que pessoas idosas sejam cautelosas em relação ao uso desses medicamentos”, afirmou. “Eles não têm outra ação a não ser o alívio da dor. A dor incomoda, mas a morte é uma preocupação.”

UOL

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