Paraíba

Alunos da UEPB pedem segurança no Campus I

Movimentação começou às 10h na nova central de aulas e culminou em frente à reitoria da UEPB
Movimentação começou às 10h na nova central de aulas e culminou em frente à reitoria da UEPB

Estudantes da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) promoveram ontem uma manhã de protestos no Campus I, em Campina Grande. A mobilização foi articulada depois dos últimos assaltos registrados na área. Com faixas e cartazes, eles caminharam pelo campus e exigiram melhorias imediatas.

Segundo o pró-reitor de Infraestrutura da UEPB, Álvaro Luís, já estão sendo instaladas 100 câmeras no campus de Campina e mais 120 serão instaladas em uma segunda etapa, nos demais campi.

A movimentação começou às 10h na nova central de aulas e culminou em frente à reitoria da UEPB. Com gritos de protesto, os estudantes pediram um reforço na contratação de pessoal que possa oferecer a segurança dos universitários e funcionários.

Eles também solicitaram o investimento na instalação de postes, já que segundo os próprios, a escuridão em alguns pontos do campus acaba sendo um atrativo para a ação dos bandidos. “A situação está precária e nós estamos estudando sob tensão porque não estamos nos sentindo seguros aqui. É um direito nosso poder estudar tranquilos e depois retornar em segurança para casa”, disse o membro do Centro Acadêmico (CA) do curso de Ciências da Computação Arimatéia Silva.

A estudante de Pedagogia Luciele Cunha disse ter sido testemunha do assalto que aconteceu no início do mês, ao ouvir um tiro disparado para assustar um estudante que se dirigia ao carro que estava estacionado nas proximidades da central. “O rapaz foi assaltado e isso aconteceu às 21h, quando todo mundo estava saindo das salas de aula para ir para casa. É claro que todo mundo ficou nervoso, principalmente quem, como eu, precisa voltar para casa de transporte coletivo”, lamentou a aluna.

Os estudantes informaram que em alguns pontos, como nas proximidades do Departamento de Educação Física, o perigo ainda é maior já que sem iluminação adequada os bandidos costumam encontrar facilidades para se esconder e praticar o assalto. Segundo a representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Paula Kallyne de Oliveira, o DCE apoiou o protesto. “Nós realizamos uma reunião com a reitoria e entregamos um documento com todas as solicitações. Eles nos disseram que irão corresponder, em alguns casos, de forma imediata”, disse a estudante.

Conforme o pró-reitor de Infraestrutura, Álvaro Luís, as demandas de hoje já estavam dentro de um projeto de reestrutura da UEPB, mas com as reivindicações as ações ganharão um novo reforço.

“Nós contratamos dois consultores para articular a segurança dos campi e já iniciamos a instalação de câmeras aqui no campus de Bodocongó, esta semana. Na segunda etapa vamos instalar mais 120 aparelhos, em Campina Grande e também nos demais campi”, contou. Ele também informou que hoje o campus e extensões da UEPB em Campina Grande contam com a atuação de cerca de 100 vigilantes, sendo que 36 são efetivos.

“Nós enxugamos 18 vigilantes dos postos onde não havia necessidade de duplicidade, ou seja, dois homens por local, mas nenhum desses postos foi fechado”, afirmou. Conforme o chefe de gabinete da reitoria, José Benjamim Pereira, os vigilantes são responsáveis pela proteção patrimonial. Ele explicou que a UEPB solicitou a colaboração da Polícia Militar, através do envio de viaturas, para a realização de rondas no campus, o que está sendo atendido.

 

Jornal da Paraiba

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