Sergio Moro vai ao Senado esclarecer troca de mensagens com Dallagnol

Publicado em terça-feira, junho 11, 2019 · Comentar 

A líder do governo no Congresso, deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), disse nesta terça-feira (11) que o ministro da Justiça, Sergio Moro, irá à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado falar sobre a troca de mensagens com o procurador da República Deltan Dallagnol divulgadas pelo site The Intercept Brasil . Moro também negocia ir à CCJ da Câmara, segundo a deputada.

“O Moro deve vir na CCJ do Senado. Também vamos construir para que ele esteja aqui na CCJ da Câmara, converse com parlamentares, tire qualquer dúvida, fale com as pessoas, abra esse entendimento, esse diálogo”, disse a deputada.

Joice Hasselmann afirmou que está articulando a data da audiência. Moro deve ir espontaneamente às comissões, sem necessidade de convocação — quando o ministro é obrigado a prestar esclarecimentos aos parlamentares.

“A gente não pode misturar as coisas aqui. Se há qualquer dúvida em relação a qualquer questão envolvendo ministro Sergio Moro, ele venha ao Parlamento e converse com os parlamentares, não há problema nenhum”, acrescentou.

A reportagem do The Intercept mostrou mensagens trocadas entre o então juiz federal  e Dallagnol. Segundo o site, Moro deu orientações ao procurador sobre como atuar em processos da Lava-Jato, inclusive em um que investigava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Procuradores também teriam discutido como barrar uma entrevista do líder petista à Folha de S. Paulo , autorizada pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), entregou um documento ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), informando que Moro se dispôs a ir à CCJ do Senado para prestar esclarecimentos. Bezerra sugeriu duas datas: dias 19 ou 26 de junho.

“Manifestamos a nossa confiança no ministro Sergio Moro , certos de que está será uma oportunidade para que ele demonstre a sua lisura e correção como juiz federal, refutando as críticas e ilações a respeito de sua conduta à frente da Operação Lava Jato”, escreveu o líder.

Por Agência Globo

 

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