Dunga defende planejamento aliado ao talento e reconhece erros do passado

Publicado em terça-feira, julho 22, 2014 · Comentar 

201407221208250000001477A CBF confirmou nesta terça-feira o retorno do técnico Dunga ao comando da seleção brasileira, com a meta de resgatar a boa imagem da equipe após o vexame na eliminação na Copa do Mundode 2014 e para liderar o projeto visando o Mundial de 2018. Em entrevista coletiva realizada na sede da entidade, no Rio de Janeiro, Dunga foi apresentado pelo presidente José Maria Marin e pelo coordenador-geral de seleções, GIlmar Rinaldi. Ele terá ao seu lado o auxiliar Andrey Lopes, o Cebola, com quem trabalhou no Internacional.

Em sua primeira entrevista, Dunga falou sobre o trabalho que pretende fazer na seleção e não viu apenas coisas ruins na participação do Brasil na última Copa.

“Não podemos colocar essa Copa do Mundo com o terra arrasada, há coisas que podem ficar. A gente viu na Copa o quanto é importante ter o talento, mas o planejamento também. O marketing é importante no futebol moderno, mas o trabalho dentro de campo precisa sustentar o marketing”, afirmou Dunga, que reconheceu alguns erros no seu relacionamento com a imprensa em sua primeira passagem pela seleção.

“Vocês me conhecem, e dificilmente uma pessoa muda na ética, no trabalho. Mas sou ser humano, sei que tenho que melhorar muito no contato com vocês jornalistas. Talvez na minha primeira passagem, foquei muito no trabalho dentro de campo, e os números estão aí para mostrar isso, tive 76% de aproveitamento. Masa tenho que aprimorar meu relacionamento com a imprensa, é minha culpa. Estamos aqui para iniciar um trabalho da melhor maneira possível, estamos prontos para receber críticas e sugestões, desde que seja prol da seleção brasileira”.

Aos 51 anos, o capitão do tetra volta ao cargo após a saída de Luiz Felipe Scolari, que não teve o contrato renovado depois de a seleção ser goleada pela Alemanha por 7 a 1, na semifinal da Copa, dando fim ao sonho do hexa em casa. Dunga comandou o Brasil de 2006 até 2010 e dá continuidade à sequência de treinadores gaúchos na seleção, fato que começou com ele próprio há oito anos.

Em sua primeira passagem, Dunga foi anunciado como técnico da seleção logo após a Copa de 2006. Durante quatro anos, ele disputou 60 jogos com o time principal, obtendo 42 vitórias, 12 empates e seis derrotas, com 76,7% de aproveitamento dos pontos.

Dunga teve um início de trabalho contestado e acumulou algumas polêmicas e desentendimentos com a imprensa, por causa de seu “pavio curto”. As críticas foram amenizadas e a equipe ganhou confiança com o título da Copa América de 2007, na Venezuela, com vitória sobre a favorita Argentina na final.

A derrota na semifinal da Olímpíada de 2008, em Pequim, para os argentinos, fez Dunga balançar no comando e se irritar com especulações de que seria substituído por Vanderlei Luxemburgo. Na sequência, porém, a campanha consistente nas eliminatórias sul-americanas, em que o Brasil terminou em primeiro lugar, e o título da Copa das Confederações de 2009 deram mais tranquilidade ao treinador.

Na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, Dunga foi pressionado para convocar os garotos Neymar e Ganso, mas não cedeu. Na primeira fase, ganhou de Coreia do Norte e Costa do Marfim e empatou com Portugal. Depois, passou pelo Chile nas oitavas, mas foi eliminado nas quartas ao perder para a Holanda, por 2 a 1, e acabou demitido.

Depois do trabalho na seleção brasileira – que foi o seu primeiro como técnico -, Dunga teve apenas mais uma experiência. Assumiu o Internacional em 2013 e até ganhou os dois turnos do Campeonato Gaúcho, foi campeão, mas acabou deixando o cargo após pouco mais de oito meses e quatro derrotas seguidas no Brasileirão.


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